Da primeira taça de vencedor ao capacete de Senna: Canadá vira cenário da década gloriosa de Hamilton

Se a carreira de Lewis Hamilton virar filme de Hollywood, é em Montreal que boa parte tem de ser filmado. Na pista canadense, o piloto foi vencedor pela primeira vez e, exatamente dez anos depois do feito, foi novamente ganhador. De um troféu em formato de capacete que não esperava receber, mas que merecia

As fotos a seguir têm um espaço exato de dez anos entre si. O local é o mesmo: Circuito Gilles Villeneuve, Montreal, Quebec, Canadá.

(Foto: AFP)
(Foto: AFP)

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Muita coisa aconteceu com Lewis Hamilton nesta década de intervalo. A grosso modo, quase que puxando pela cabeça: um ano de estreia quase perfeito na F1 que foi rabiscado pela relação com o companheiro Fernando Alonso que levou a uma lose-lose situation; um segundo ano definido na melhor final de todos os tempos a seu favor contra Felipe Massa; o resto dos anos de McLaren na beira da instabilidade; a decisão de se cortar o cortão umbilical e ir para a Mercedes para substituir Schumacher em 2013 e a prova de sua estrela nas duas temporadas seguintes; a grande derrota da carreira contra o ex-amigo Nico Rosberg; e o primeiro terço de temporada no duelo que queria para a carreira com Sebastian Vettel.

Três títulos, 195 GPs no bolso e, com a deste sábado (10), 65 poles. Da taça que levantou e mostrou o sorriso desbragado com o diastema bucal ao capacete de Ayrton Senna que ergueu e denotou a emoção de quem se segurava para não chorar, Hamilton tem uma carreira primorosa que já o coloca entre os maiores e melhores de todos os tempos. A simbologia disso é a volta que deu a pole.

A volta que deu a pole fez Niki Lauda dar um tapinha nas costas de Toto Wolff como quem diz: "Só ele pra fazer isso". Hamilton já havia conseguido naquele mesmo Q3 uma volta na casa de 1min11s7 que parecia impossível para Vettel alcançar. Vettel foi e até alcançou, por 0s004, mas os dois ainda tinham uma nova chance de melhorar. Lewis o fez por 0s3; Sebastian desistiu assim que viu que suas parciais eram insuficientes. 

Lewis Hamilton (Foto: Twitter/Autosport)

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Só ele pra fazer isso. Valtteri Bottas, com o mesmo carro, levou 0s7 na lomba. Não é à toa que Hamilton tem em Senna sua inspiração completa. Ayrton fez o que Hamilton fez dezenas de vezes para largar à frente de Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet. O troféu que não esperava receber o deixou "tremendo e sem palavras". “(Senna) me inspirou a ser quem eu sou hoje. Ayrton foi o meu piloto favorito. Igualar o recorde dele é uma grande honra", disse.

Parecia que Hamilton colocaria aquele capacete na cabeça na pista mesmo. Muitos até se perguntaram se ele não poderia correr com ele neste domingo — e ele mesmo deve ter pensado por algum momento na hipótese. Não vai rolar porque ali há um símbolo da Honda e um logo da Camel que não caberia exibi-los. Com ou sem ele, Hamilton tem todos os fatores a seu redor para diminuir a diferença para Vettel na classificação e dar novos contornos ao belo campeonato deste ano.

Porque Hamilton e a F1 se merecem. E ele merece disputar um título com alguém de sua altura e estirpe. Para alguém que tem um pé no mundo das celebridades, o Canadá é praticamente uma Hollywood que exibe o filme glorioso de sua carreira.

Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)

A grande classificação de Hamilton no Canadá


Lewis Hamilton enfim conseguiu igualar a marca de Ayrton Senna e garantiu a pole-position 65 da sua carreira na F1. Hamilton marcou o novo recorde do circuito Gilles Villeneuve ao registrar uma volta espetacular, 1min11s459, no fim da última parte da sessão na tarde deste sábado (10). Sebastian Vettel, grande adversário do britânico na luta pelo título, bem que tentou confirmar o teórico favoritismo da Ferrari, mas prevaleceu o melhor retrospecto de quem tem cinco vitórias e, agora, seis poles no Canadá. 
 
Vettel ficou a 0s330 do tempo de Hamilton depois de ter liderado o terceiro treino livre pela manhã. No fim das contas, a sessão desta tarde foi protagonizada pelos dois, enquanto Valtteri Bottas ficou em terceiro lugar, com Kimi Räikkönen logo atrás.

F1 2017, GP do Canadá, Montreal, grid de largada:


1   44 Lewis HAMILTON ING Mercedes   1:11.459   21
2   5 Sebastian VETTEL ALE Ferrari   1:11.795 +0.336 21
3   77 Valtteri BOTTAS FIN Mercedes   1:12.177 +0.718 20
4   7 Kimi RÄIKKÖNEN FIN Ferrari   1:12.252 +0.793 23
5   33 Max VERSTAPPEN HOL Red Bull Tag Heuer   1:12.403 +0.944 26
6   3 Daniel RICCIARDO AUS Red Bull Tag Heuer   1:12.557 +1.098 28
7   19 Felipe MASSA BRA Williams Mercedes   1:12.858 +1.399 27
8   11 Sergio PÉREZ MEX Force India Mercedes   1:13.018 +1.559 22
9   31 Esteban OCON FRA Force India Mercedes   1:13.135 +1.676 22
10   27 Nico HÜLKENBERG ALE Renault   1:13.271 +1.812 24
11   26 Daniil KVYAT RUS Toro Rosso Renault   1:13.690 +2.231 18
12   14 Fernando ALONSO ESP McLaren Honda   1:13.693 +2.234 18
13   55 Carlos SAINZ JR ESP Toro Rosso Renault   1:13.756 +2.297 19
14   8 Romain GROSJEAN FRA Haas Ferrari   1:13.839 +2.380 21
15   30 Jolyon PALMER ING Renault   1:14.293 +2.834 20
16   2 Stoffel VANDOORNE BEL McLaren Honda   1:14.182 +2.723 11
17   18 Lance STROLL CAN Williams Mercedes   1:14.209 +2.750 14
18   20 Kevin MAGNUSSEN DIN Haas Ferrari   1:14.318 +2.859 11
19   9 Marcus ERICSSON SUE Sauber Ferrari   1:14.495 +3.036 11
20   94 Pascal WEHRLEIN ALE Sauber Ferrari   1:14.810 +3.351 10
          Tempo 107%   1:16.461 +5.002  
A NOVA F1 SE APROXIMA MAIS DA INDY. E ÁUDIO EM MÔNACO É PROVA

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