Da zoeira com mecânico acertado à corneta de Galvão com câmera e computador: como o GP da Espanha foi chato‏‏

O GP da Espanha pode não ter sido grande coisa em emoção, mas teve boas doses de zoeiras. Galvão Bueno estava insatisfeito com a FOM, Pastor Maldonado deu 'olá' a seu azar, Romain Grosjean atropelou um de seus mecânicos. Tanto que fizemos uma lista

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Sejamos sinceros: o GP da Espanha deste domingo não foi lá a corrida mais divertida do mundo. Não passou sequer perto disso. Teve uma boa disputa entre Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr. no final, mas nem entou na tela. Fora isso, o mais interessante foi a mudança de estratégia da Mercedes para que Lewis Hamilton passasse Sebastian Vettel e ficasse em segundo.

 
Pastor Maldonado teve um incidente que foi sua cara na metade inicial da prova, quando foi fazer uma ultrapassagem limpa e seu carro se desfez. Santo azar para o venezuelano em 2015. Ainda na Lotus, Romain Grosjean ainda atropelou um mecânico durante sua parada.
 
Mas a corrida teve algumas peculiaridades. Na transmissão da TV Globo, Galvão Bueno, por exemplo, estava muito insatisfeito com a transmissão da FOM. Reclamou literalmente desde a largada, quando cornetou a câmera nova que tem sido usada.
 
E Lionel Messi? O craque do Barcelona deveria aparecer no circuito para prestigiar a F1, mas nem se deu ao trabalho. Perdeu uma corrida monótona em tempos de concentração. No meio de semana, tem jogo da Champions League na Alemanha e no próximo final de semana pode ser campeão espanhol.
 
Enfim, sem grandes exibições, o dia ficou marcado mais por curiosidades. Pelo menos foram algumas boas. Listamos as cinco melhores.
Galvão Bueno comandou o novo esquema da Globo para dias de corrida (Foto: Reprodução)

1) Galvão na bronca a FOM

Mesmo para os entediantes padrões catalões, o GP da Espanha deixou a desejar. A falta de assunto ficou evidenciada pela forma que Galvão Bueno tocou a transmissão da F1 na Globo.
 
Logo na largada, Galvão já começou sua saga recheada de críticas à transmissão da FOM. Quando as luzes se apagaram e os carros partiram, o narrador parecia muito ocupado reclamando das câmeras e do ângulo escolhido para mostrar o momento.
 
Com os resmungos, Galvão não pôde dar tanta ênfase à largada ruim de Hamilton — momento crucial para a vitória de Nico Rosberg.
 
Ao longo da corrida, a corneta à FOM não cessou. Logo nas primeiras voltas, a vítima foi o tempo real disponibilizado pela entidade, que mostrava erroneamente Daniel Ricciardo e Kimi Räikkönen nas duas primeiras colocações. Enquanto isso, o máximo de emoção que a corrida nos proporcionava era a briga entre a Lotus e a Toro Rosso pelas últimas posições na zona de pontuação.
 
Mais tarde, Galvão focou nos seus alvos mais tradicionais. Primeiro, fez questão de lembrar ao público, pela enésima vez, que a transmissão e edição de imagens é responsabilidade da FOM, não da Globo. O lembrete se devia a mais uma crítica do narrador às câmeras e ângulos escolhidos para o GP da Espanha.
 
Depois, Galvão também mencionou os rádios de equipe, que a FOM mostra aos montes ao longo dos GPs. O narrador acredita que muitos deles são desnecessários, apenas poluindo a transmissão da F1 – e faz questão de lembrar isso sempre que pode.
Maldonado perde suporte direito da asa traseira. E assim mesmo segue (Foto: Reprodução TV)

2) Maldonado em um dia difícil

A Lotus, aliás, foi capaz de aparecer na transmissão por vários motivos. Pastor Maldonado, sempre ele, aprontou das suas em Barcelona. Ao ultrapassar Max Verstappen, uma peça da traseira da Lotus voou. Poucas voltas depois, a parte direita da asa estava completamente torta.
 
A situação era tão ruim e comprometia tanto a aerodinâmica do carro que a Lotus precisou tomar medidas drásticas: nos boxes, arrancou por inteiro a parte torta. Afinal, trocar a peça inteira tomaria muito tempo, deixando o #13 fora de qualquer disputa no autódromo de Barcelona.
 
Mas a atitude cobrou seu preço. O carro da Lotus não apresentava mais o mesmo ritmo e, mesmo precisando se recuperar, Maldonado não foi capaz de andar em posições melhores do que 17º. Eventualmente, o venezuelano foi forçado a abandonar, dada a extensão dos danos à traseira do E23.
 
O abandono foi uma grande pena para a Lotus. Pela primeira vez em 2015, Maldonado andava constantemente na zona de pontos, chegando a ocupar a sétima colocação. Era, sem dúvidas, a melhor apresentação nesta temporada, mas que acabou do jeito que costuma acabar – sem ver a bandeira quadriculada.
Massa quer ser como Messi para enfrentar Mercedes. Mas não é fácil ser gênio (Foto: AP)
3) O bolo de Messi
 
Lionel Messi deveria ter dados as caras no Circuito da Catalunha no domingo para ver a corrida um dia depois de seu Barcelona vencer, ver o Real Madrid tropeçar e ficar a dois pontos do título espanhol. Estava tudo pronto, mas não rolou. Messi não esteve perto do autódromo.
 
Pudera, em meio a uma temporada tão monótona, Messi pode ter perguntado a alguém no Barcelona — talvez Gerard Piqué, fã de automobilismo — sobre o que devia esperar. Quando ouviu a análise, preferiu ficar em casa dormindo.
 
Os espanhóis não fizeram algo que merecesse muita atenção e argentinos não correm na F1 há anos, então isso Messi não ia perder, mesmo. Como no meio da semana tem jogo de semifinal de Champions League na Bavária, melhor ficar repousando.
Mecânico da Lotus recebe gelo no saco durante GP da Espanha (Foto: Reprodução TV)
4) Zona do agrião
 
Romain Grosjean foi aos boxes para uma segunda parada, mas os pneus desgastados dificultaram o trabalho de parar. O francês chegou ainda acelerado na equipe e acabou acertando o mecânico que fica na parte frontal do carro. Voaram o mecânico e seu cavelete.
 
Logo levaram o homem para dentro da garagem, onde em seguida as imagens o mostraram sentado na cadeira com um saco de gelo nas partes íntimas, onde devia estar com algum tipo de dor. E, claro, era zoado pelos companheiros. 
 
Ao fim da prova, o mecânico foi encaminhado ao centro médico do circuito, de onde saiu numa cadeira de rodas e com o pé enfaixado.
Alonso quase atropela mecânicos da McLaren nos boxes (Foto: Reprodução TV)

5) Alonso e sua boa mira

O dia de Alonso foi bem decepcionante. Depois de ver a McLaren colocar seus dois pilotos no Q2 pela primeira vez em 2015, se esperava que a equipe inglesa brigasse por pontos – feito inimaginável para uma equipe que, na primeira corrida, tinha o segundo pior carro.
 
Depois de largar em 14º e chegar a andar em sétimo, o sonho de ver Alonso pontuando – quem diria que, um dia, isso viria a ser um sonho? – minguou quando, na volta 28, o espanhol levou a McLaren para dentro da garagem, sem esperanças de voltar à pista.
 
O motivo do abandono era um problema no freio. Alonso já havia escapado na curva 1 e, ao perceber que algo estava errado, precisou fazer uma volta inteira com um carro que não queria saber de frear. Fernando conseguiu cumprir a tarefa, todavia – mas não sem antes quase atropelar sua equipe de mecânicos.
 
Mas as coisas não tinha simplesmente parado de funcionar. O problema surgiu quando uma sobreviseira do espanhol, ao ser arrancada, voou e entrou justamente no duto de freio. Assim, com um carro descontrolado, a saga de Alonso à frente de sua torcida chegou ao fim.
 
Após a corrida, Jenson Button disse que sua McLaren estava “assustadora”. Mas não no sentido positivo, de quem assusta os adversários: o carro estava inguiável e o britânico terminou em 17º.
 
Com decepções marcando a tarde de seus dois pilotos, a McLaren chegou à quinta prova sem pontos. Com isso, é apenas a nona no Campeonato de Construtores.
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