Ricciardo evita “apontar dedos” para RB após erro na Inglaterra: “Não quero ser esse cara”

Prejudicado pelo tráfego na classificação do GP da Inglaterra, Daniel Ricciardo evitou culpar a RB pelo momento em que foi enviado à pista e pregou confiança em uma virada de chave da equipe em circuitos "menos tradicionais" do calendário

Convivendo com uma montanha-russa de resultados desde que somou pontos pela primeira vez em uma corrida principal nesta temporada, no Canadá, Daniel Ricciardo ainda não sabe o que é ir ao top-10 em duas etapas seguidas da Fórmula 1 em 2024. Depois de um nono lugar no GP da Áustria, o australiano esperava manter o ritmo no GP da Inglaterra, mas o 13º posto trouxe a frustração de sair zerado mais uma vez.

Último colocado no Q2 da classificação, Ricciardo não passou de 1min27s949, enquanto Fernando Alonso — o décimo — conseguiu anotar 1min26s730, mais de 1s mais rápido que o australiano, que foi liberado pela RB (Visa Cash App RB) no momento errado e precisou lidar com o tráfego. Ainda assim, o piloto evitou culpar a equipe pelo resultado ruim.

“Acredito que a equipe tenha feito as melhores coisas possíveis pelo carro. Certamente não direi nada diferente disso”, afirmou Ricciardo. “Está claro que ainda estamos um pouco atrás, pelo menos nessas pistas mais tradicionais”, explicou.

“Então, ainda temos trabalho a fazer. Mas, por sorte, o calendário vai começar a ter circuitos menos tradicionais mais à frente. Então, talvez as coisas não continuem piorando por muito tempo”, analisou o australiano.

Ricciardo não conseguiu manter a sequência de pontos em Silverstone (Foto: Red Bull Content Pool)

Ricciardo, novamente, repetiu que não queria culpar a equipe pelo erro na classificação do GP da Inglaterra e garantiu que se sente bem no carro neste momento da temporada. Segundo ele, a frustração por não conseguir bons resultados acontece exatamente por não conseguir refletir na pista o bem-estar que tem sentido ao volante.

“Não quero apontar dedos”, garantiu Ricciardo. “Não quero ser esse cara, porque todos nós cometemos erros. Pessoalmente, não me sinto diferente das últimas semanas. Me sinto bem e positivo dentro do carro”, destacou.

“Talvez seja daí que vem a frustração: no papel, parece que estou horrível, mas, na verdade, estamos bem. Não diria que fizemos um trabalho de merda, mas fizemos algo abaixo do satisfatório em fazer as coisas funcionarem para nós”, finalizou.

Fórmula 1 volta à ação neste fim de semana com o GP da Hungria entre os dias 19 e 21 de julho no Hungaroring.

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