Ricciardo nega arrependimento por saída da Red Bull: “Sei como estava me sentindo”
Ao GRANDE PRÊMIO, piloto da McLaren reiterou que sentia "energia negativa" na equipe taurina em 2018. Necessidade de 'sair da zona de conforto' também motivou despedida
Daniel Ricciardo e a Red Bull tomaram caminhos distintos após o fim da temporada de 2018 da Fórmula 1. De saída da equipe taurina, o australiano optou por apostar na Renault e foi bem, a ponto de conseguir vaga na McLaren em 2021. Na equipe de Woking, entretanto, o piloto de 33 anos decepcionou muito — a ponto de ver seu contrato com o time rescindido antes da hora.
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Ao GRANDE PRÊMIO, em Interlagos, Ricciardo descartou qualquer sentimento de arrependimento por ter se despedido da Red Bull — que venceu o Mundial de Pilotos com Max Verstappen em 2021 e 2022, além do títulos nos Construtores, também nesta temporada.
“Não me arrependo. Essa é a verdade. E não me arrependo porque, mesmo que as pessoas digam que minha carreira não foi boa depois da Red Bull… Eu entendo esse lado do público, de que minha carreira ‘falhou’, digamos assim. Mas eu sei como eu estava me sentindo e sei que precisava tentar superar isso. Olha, não venci campeonatos nem nada depois de sair da Red Bull, mas penso que todas as coisas que passei e aprendi fazem eu me sentir melhor”, analisou Ricciardo. “Tudo acontece por uma razão, e sentia que precisava sair da zona de conforto naquela época — mesmo que os resultados, no papel, fossem diferentes do que seriam (se tivesse ficado na Red Bull)”, seguiu.

Além da necessidade de sair da zona de conforto, o australiano apontou uma certa energia negativa em 2018 — tanto na Red Bull, quanto consigo. Isso foi um fator igualmente importante para sua saída da equipe dos energéticos.
“Estava assistindo aos melhores momentos da temporada de 2018 recentemente, e abandonei umas 8 ou 9 vezes naquele ano. Foi uma temporada brutal, principalmente pela maneira como começou — 2 vitórias nas primeiras 6 corridas. Ainda que eu estivesse em um ótimo time naquela época, a energia estava para baixo, eu também. Voltando para aquele momento e como me senti, penso que foi a coisa certa para mim (sair da Red Bull). Mesmo que, no papel, você olhe e pense: ‘ah, ele nunca deveria ter saído de lá'”, completou.
O que fica é aprendizado. De olho em uma vaga como reserva na temporada de 2023 da Fórmula 1 — ou, no pior dos casos, um ano sabático para não se distanciar da principal categoria do mundo —, Ricciardo promete que, se a chance aparecer em 2024, não vai fazer feio.

“Novamente: não há garantias para 2024, mas sinto que se eu pudesse, de alguma maneira, estar em uma equipe de ponta novamente, eu seria melhor. Iria prosperar em tal posição”, finalizou.
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