De “chocado e irritado” por rebaixamento até pódio: Gasly e o 2019 “de Hollywood”

Pierre Gasly perdeu um amigo, foi de piloto de primeira viagem em equipe grande ao rebaixamento para voltar à equipe menor, voltou a ganhar força e terminou subindo no pódio. O 2019 do francês foi daqueles onde tudo acontece

O ano de 2019 foi, ao menos para Pierre Gasly, daqueles que fica realmente marcado na vida de alguém. Dos momentos mais sombrios possíveis aos mais coloridos, o piloto francês encerra a jornada como uma das mais importantes figuras da Fórmula 1 no período. Segundo ele e alguns amigos, foi como uma produção hollywoodiana. 
 
Gasly foi alçado ao posto de piloto da Red Bull ainda no fim do ano passado, após a saída de Daniel Ricciardo para a Renault. No começo do ano, porém, muita dificuldade para se encontrar com o carro, o que resultou no rebaixamento dele de volta para a Toro Rosso, ainda durante o recesso de verão europeu, em agosto.
 
"Claro que quando eu recebi a notícia fiquei muito chocado e meio nervoso. Não sinto que foi justo, porque nos primeiros seis meses nós não estávamos mostrando nada próximo do que deveríamos. Nós nos importamos, porque queremos estar no carro mais rápido e tentei fazer mudanças no meu estilo. Prometeram a mim coisas que, no fim das contas, não aconteceram. Várias coisas não aconteceram do jeito certo", afirmou ao site inglês 'Motorsport Week'.
 
"No fim das contas, a situação era essa, estava feito, passou e não dava para mudar", seguiu.
Pierre Gasly (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Na sequência, logo no retorno à Toro Rosso, no GP da Bélgica, sofreu a perda do amigo de longa data, Anthoine Hubert, após acidente na corrida da F2 na mesma pista. Um baque grande, mas que não afetou negativamente a presença de Gasly. Forte na Toro Rosso, coroou o ano com um segundo lugar no GP do Brasil, primeiro pódio no Mundial, e ainda de quebra segurando o ataque de Lewis Hamilton
 
"Estava com alguns amigos que comentaram que meu ano tinha sido como um filme de Hollywood, um filme que você acha que não pode ser história real. Aconteceu coisa demais para que pudesse ser real", contou.
 
"Passei por todos os tipos de emoções e sentimentos, de frustração à raiva, um dos momentos mais tristes da minha vida, em Spa, com Anthoine, e depois um dos momentos mais felizes da minha vida, com o primeiro pódio na F1", lembrou.
 
"Foi como uma montanha russa, mas, ao mesmo tempo, aprendi muito com essas situações, tanto pessoalmente quanto profissionalmente. No fim das contas, foi somente minha segunda temporada na F1, então ainda temos muitas coisas que nós descobrimos e vivenciamos", encerrou.
 
Gasly segue na Toro Rosso em 2020 e voltará a ter Daniil Kvyat como companheiro. 

 

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