Decisão da FIA em competição de GT indica que Mercedes perderia protesto na F1 2021

International GT Open passou por situação semelhante ao GP de Abu Dhabi de 2021, e FIA determinou que aplicação errada de safety-car não é razão para anular resultado de corrida

A Corte Internacional de Protestos da FIA determinou que uma aplicação errada da regra do safety-car por um diretor de prova não é o suficiente para anular o resultado de uma corrida. A polêmica, que foi pivô do GP de Abu Dhabi de 2021 da Fórmula 1, aconteceu durante uma corrida do International GT Open na Áustria, em 2023, e teve implicações na disputa do título.

Recentemente, a FIA anulou uma decisão da corte de apelações da Federação Espanhola de Automobilismo, que tinha invalidado o resultado de uma corrida em que uma relargada de safety-car aconteceu com os carros fora da ordem correta. Apesar do veredito ser anunciado semanas atrás, a explicação da decisão só foi publicada nesta semana.

Durante a corrida 2 do International GT Open no Red Bull Ring, o safety-car não ficou à frente do líder da corrida Karol Basz, e sim do 12º colocado Alessandro Cozzi, que reiniciou a prova na frente do pelotão. A equipe Motopark protestou o resultado da corrida, e após rejeição da direção de prova, apelaram para a corte da Federação Espanhola, que anulou o resultado da corrida.

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GP de Abu Dhabi de 2021 foi um dos mais polêmicos da história (Foto: Red Bull Content Pool)

A equipe Optimum Motorsport, por sua vez, apelou contra o anulamento. A FIA interviu, alterando a decisão da Federação Espanhola e retomando o resultado original. A decisão da corte da entidade máxima é que o diretor de prova Neus Santamaria falhou em aplicar o regulamento, mas sem agir de má fé.

Entre os motivos da intervenção, estava o fato de que o incidente não constituía “força maior”, e que o anulamento teve impacto nas corridas seguintes em termos de que punições de tempo impostas teriam um impacto no resultado, o que abriria uma brecha no conceito de justiça esportiva aplicada pelo código esportivo internacional da FIA. Ou seja, uma injustiça que abriria portas para outras injustiça.

Como resultado da anulação, a dupla de pilotos formada por Christopher Haase e Simon Reicher, da Eastalent Racing, perdeu o título do International GT Open. Com o resultado reinstaurado, a taça passou para as mãos de Sam de Haan e Charlie Fagg, da Optimum Motorsport.

A situação do International GT Open é semelhante a do GP de Abu Dhabi de 2021 da Fórmula 1. Na ocasião, Lewis Hamilton liderava a corrida com Max Verstappen em segundo, e se aproximava do oitavo título mundial. O safety-car foi acionado após o acidente de Nicholas Latifi nas voltas finais da corrida. Para a relargada, o diretor de provas Michael Masi determinou que apenas os retardatários entre Hamilton e Verstappen pudessem descontar as voltas que deviam, em vez de todos, como pede o regulamento. Com o duelo criado, Verstappen ultrapassou Hamilton na última volta e venceu o título mundial.

A Mercedes protestou o resultado, mas foi negada pela direção de prova. A equipe chegou a cogitar ir para a corte de apelações da FIA, mas acabou desistindo. O resultado da apelação no International GT Open pode servir como indicativo de que a equipe de Brackley perderia o protesto caso seguisse adiante em 2021.

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