Defensor dos carros clientes, Haas questiona conceito de equipe construtora na F1 e afirma: “Para mim, só existem duas”

Gene Haas comentou a ideia da F1 ter carros clientes. Para o americano, esta já é uma realidade da F1 que, na sua opinião, só possui hoje, de fato, dois construtores

Gene Haas voltou a falar sobre um dos assuntos do momento na F1: carros clientes. O chefe da próxima equipe a ingressar na categoria criticou os conceitos de equipe construtora e afirmou não saber se as equipes se adequariam bem a uma política de corte de gastos.
 
Para o norte-americano, as atuais equipes da F1 já não são mais construtoras. Para Haas, apenas duas delas – Mercedes e Ferrari – podem ser assim denominadas.
 
“Eu acho que há uma distorção de valores sobre o que é ser um construtor. A partir do momento que você recebe uma parte do carro, já não é 100% construtor. Que eu saiba, apenas dois times são totalmente independentes”, falou.
 
De acordo com Haas, carros clientes já são a realidade da F1 atual. Resta apenas que os times admitam isto.
 
“Todos os times atualmente já têm carros clientes. O que muda é a porcentagem disto. Eu acho que a F1 se recusa a admitir isto porque tem toda tradição de um único construtor, mas todos sabemos que não funciona mais assim”, disse.
Gene Haas (direita) questionou o conceito de construtores (Foto: Getty Images)
O americano também falou na política de corte de gastos e não sabe se um teto orçamentário seria bom para a categoria.
 
“Na F1, é bem claro que, se você quiser vencer, você precisa gastar. Eu realmente tenho minhas dúvidas se pouparíamos dinheiro mesmo com controle de gastos. Nós queremos um teto, mas sempre para o outro, não para nós mesmos”, avaliou.
 
Em uma parceria estreita com a Ferrari nos motores e na parte técnica, a Haas estreia na F1 na temporada 2016.
 

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