Depois da derrota para Ferrari na Austrália, Mercedes admite problemas e diz que precisa reduzir peso do W08

Chefe da Mercedes, Toto Wolff admitiu que a equipe lida com o excesso de peso de seus carros nesta fase inicial da temporada. A esquadra lida para atingir o peso mínimo, de 728 kg, e vê no contratempo um elemento que também precisa melhorar para reagir à derrota para a Ferrari

 

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A Mercedes admitiu que reduzir o peso do W08 é algo que precisa ser feito rapidamente, até como forma de reagir à derrota sofrida para a Ferrari no GP da Austrália, que abriu a temporada 2017 da F1, no último fim de semana. Embora o desgaste excessivo dos pneus tenha sido apontado por Lewis Hamilton como fator principal para a perda da liderança na corrida em Melbourne, a equipe alemã revelou agora que também lida com o problema de peso.

 
Por conta das maiores velocidades em curvas neste ano, graças às mudanças no regulamento, os componentes do carro também são maiores e mais reforçados, além das peças do motor, que agora vem mais robusto, porque as regras determinam o uso de apenas quatro unidades por temporada, assim a Mercedes está às voltas para atingir o peso mínimo de 728 kg. Na verdade, os times trabalham que o peso do carro fica abaixo dessa marca, para que seja possível usar os lastros nos locais corretos e, assim, melhorar o acerto. 
De acordo com a Mercedes, o W08 está acima do peso mínimo (Foto: Divulgação)

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Entende-se que os tricampeões estejam em torno de 5 kg mais pesados. Chefe da equipe alemã, Toto Wolff, não quis entrar em detalhes, mas reconheceu que o time trabalha para 'emagrecer'. 

 
"Não vou entrar em detalhes aqui, mas é uma área que definitivamente podemos melhorar. Com os novos regulamentos e o tamanho dos carros, você precisa equilibrar a adição de novas peças de desempenho e o peso. E esse é um exercício contínuo que estamos fazendo", explicou o austríaco.
 
A Mercedes, entretanto, não é a única a sofrer com o peso. Acredita-se que a Red Bull esteja lidando com o mesmo problema e que esteja também no limite, graças aos 5kg extras do motor Renault, que decidiu voltar a usar o MGU-K de 2016. A Force India é outra que teve de lidar também com o excesso de carga, o que forçou os pilotos a perderem peso após os testes em Barcelona. "Já estamos bem com relação ao peso. Na verdade, estamos um pouco abaixo, mas não o suficiente. Por isso, até o Bahrein, teremos de lidar com isso e é apenas uma questão de lastro", revelou Bob Fernley, chefe da equipe indiana.
 
A próxima etapa da temporada 2017 acontece daqui a pouco mais de uma semana, em Xangai, na China.
 
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