Desde 2001 na F1, Räikkönen assume preferência por outros tempos: “Prefiro os carros do começo e do fim dos anos 2000”

Kimi Räikkönen está na F1 há bastante tempo para ter passado por várias gerações de regras envolvendo motores, pneus, pilotos e basicamente todo o tipo de coisa. E ele não esconde que gostava mais da categoria em outros tempos

Kimi Räikkönen está na F1 desde o distante 2001 – com um afastamento que optou por fazer entre o fim de 2009 e o início de 2012. Neste tempo presenciou muitas mudanças de regras da categorias, além de diversas mudanças de controle na ponta do grid. E Kimi não esconde: gostava mais do Mundial da forma como costumava ser.
 
Uma das diferenças pelas quais o campeão mundial de 2007 passou neste período foram os motores. Ele já competiu em meio aos V10, os V8 e agora os V6. Para o piloto da Ferrari, nenhuma dúvida: aqueles tempos de mais velocidade e menos preocupação com poupar equipamento eram melhores.
 
"Obviamente os carros são mais lentos agora, e você quer sempre ser mais rápido. No passado, os carros eram mais rápidos, os pneus eram melhores, mais macios. Diferentes, mais mais rápidos. Claro, mudamos, mas acho que os pneus antigos eram mais rápidos porque dava para forçar sempre. Agora precisamos poupar combustível, isso, aquilo. É muito mais restrito, ainda no limite de vez em quando, mais não apenas acelerar nos seus limites", disse em entrevista à ESPN inglesa.
 
"Não é como era, a aderência é menor, não dá para atacar certas curvas, então eu prefiro os carros do começo e do fim dos anos 2000. Eram provavelmente os mais legais. Todo o pacote e regras ditam muito do que acontece, então as mudanças nas regras foram as maiores que aconteceram", seguiu.
Kimi Räikkönen durante a primeira sessão de treinos livres em Silverstone (Foto: AP)
Segundo Räikkönen, a tentativa da F1 em aumentar o entretenimento criando artifícios para facilitar ultrapassagens não foi tão justa, dado que se ultrapassava muito antes. 
 
"As regras por si só mudaram muito desde que cheguei, e eles tentaram fazer mais um show, mais entretenimento, mas sejamos honestos: também fizemos muitas ultrapassagens nesses anos sem qualquer aparato para tanto. Era mais show em alguns aspectos, porque os carros eram mais rápidos, e claro que as regras mudaram, mas eles precisam fazer algo para trazer de volta a velha F1. Deveria ser mais rápida num circuito, mas se você perguntar, provavelmente eles não concordam", afirmou.
 
Quando perguntado se o domínio total e completo de uma equipe – como acontece atualmente com a Mercedes – não atrapalha o show, Räikkönen abaixou a guarda e disse que não, pois é algo que acontece de tempos em tempos de qualquer maneira.
 
"Isso acontece – não sempre, mas acontece. Quando eu comecei, era Ferrari o tempo todo. Depois foi a Red Bull, agora a Mercedes. Um time faz tudo perfeitamente e aí obviamente o gap é bem maior. Quando a F1 muda as regras, há sempre uma chance maior de um time acertar e os outros terem de correr atrás", explicou.
 
"Se você mantiver as regras por muitos anos, em algum momento vai apertar. Você nunca vai evitar um time dominante com as regras, um time sempre vai ganhar. As pessoas reclamam quando não são eles, mas em determinado momento, em um ou dois anos, isso talvez mude", opinou.
 
Apesar da serenidade, o ano está complicado para Kimi, que está na quinta colocação do Mundial de Pilotos, atrás de Valtteri Bottas, compatriota e um dos favoritos a tomar seu lugar na Ferrari para o ano que vem.

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