Diretor da Alpine compara retorno ao grid com “volta à escola”: “Familiar, mas com novidades”

Diretor-administrativo da Alpine, Steve Nielsen celebrou o retorno à equipe de Enstone e destacou o impacto de mudanças como o teto orçamentário após quase uma década longe das operações de equipes na Fórmula 1

Steve Nielsen revelou que voltar à Alpine “é como retornar à velha escola”, uma experiência que mistura nostalgia e descobertas. O britânico, que foi apontado diretor-administrativo da equipe francesa em julho desde ano, elogiou o potencial que encontrou em Enstone, explicou a divisão de funções com Flavio Briatore e falou sobre as diferenças da Fórmula 1 atual para a última vez que foi membro de uma equipe

Nielsen é um veterano no paddock que atuou na F1 em diferentes capacidades desde os anos 1980. Começou na Lotus em 1986, e em 1994 se tornou gerente assistente da Tyrrell. Em seguida, passou pela Benetton ― sob o comando de Briatore ―, Tyrrell novamente, Honda Arrows antes de retornar a Enstone em 2001 como diretor-esportivo.

O britânico permaneceu na equipe durante a mudança de marca para Renault e depois para Lotus. Foi para a Caterham como diretor-esportivo em 2012, entrou para a Toro Rosso em 2013 e depois para a Williams como gerente-esportivo no final de 2014. A experiência de Nielsen compreende, ainda, a função de diretor-esportivo da F1, que assumiu em agosto de 2017, e um cargo na FIA, que ocupou por 11 meses a partir janeiro de 2023.

Após quase dez anos afastado do cotidiano de uma equipe, Nielsen reconheceu que o retorno tem sido uma espécie de recomeço. Ainda destacou que, apesar de ter permanecido no esporte, o intervalo longe de um time o obriga a reaprender processos.

Steve Nielsen passou oito anos longe do grid, período que atuou como dirigente da F1 e, depois, na FIA (Foto: Fórmula 1)

“É como voltar à velha escola. Quando volta e algumas coisas parecem familiares, mas menores do que lembrava, outras são totalmente novas. Foi ótimo retornar, fui muito bem recebido. Há rostos conhecidos e muitos novos também, o que é bom”, disse.

“Embora eu esteja na Fórmula 1 há todo esse tempo, faz oito anos que não estou em uma equipe. Então há muito que recuperar, muita coisa mudou dentro de uma estrutura de corrida nesse período”, seguiu.

Entre as principais transformações, Nielsen citou o teto orçamentário — uma novidade desde sua última passagem por Enstone. “Na época, o limite de orçamento não existia. E é curioso, porque participei das primeiras discussões sobre isso quando estava na F1, e depois vi o sistema ser implementado e fiscalizado pela FIA. Agora, estar do outro lado é uma experiência completamente nova para mim”, explicou.

Essa visão de quem esteve dos dois lados, segundo ele, ajuda a compreender melhor os desafios enfrentados pelas equipes. O foco agora é ajustar os processos internos da Alpine para o time conseguir competir eficientemente nas restrições financeiras.

Nielsen divide a administração da Alpine com Flavio Briatore (Foto: AFP)

Com Flavio Briatore atuando como líder do projeto, Nielsen descreveu sua função com clareza. E mostrou confiança no potencial da Alpine, mesmo com os resultados abaixo do esperado em 2025.

“Flavio é o líder. Comando Enstone e tudo o que vem com isso. Está bem definido internamente quem faz o quê, e é assim que vamos seguir em frente”, afirmou. “É um ótimo lugar, há muito talento lá. O que colocamos na pista hoje não reflete as habilidades e a estrutura que temos, e é nosso trabalho mudar isso”, concluiu.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre14:3016:3018:3019:30
Classificação sprint18:3020:3022:3023:30
Corrida sprint14:0016:0018:0019:00
Classificação18:0020:0022:0023:00
Corrida16:0018:0020:0021:00

*Horário de Brasília

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