Diretor da F1 defende Masi e diz que FIA “fez ótimo trabalho” no GP da Arábia Saudita

Ross Brawn saiu em defesa do diretor de provas da FIA, Michael Masi, que foi bastante criticado por atuação no GP da Arábia Saudita ao supostamente "negociar" punição à Red Bull

F1 NA ARÁBIA: HAMILTON VENCE, VERSTAPPEN 2°: EMPATE NA DECISÃO | Briefing

A sequência de polêmicas que tomou conta do GP da Arábia Saudita de Fórmula 1, disputado no último domingo (5), segue rendendo comentários. Após Christian Horner afirmar que “sentiu saudades” de Charlie Whiting, ex-diretor de provas da FIA, foi a vez de Ross Brawn, diretor geral da categoria, se pronunciar. O dirigente saiu em defesa de Michael Masi, sucessor de Whiting, e acredita que a situação foi conduzida da melhor forma possível.

“A situação entre Max [Verstappen] e Lewis [Hamilton] na relargada, quando Michael [Masi] recomendou que Max desse a posição para [Esteban] Ocon e Lewis, foi bem gerida”, opinou. “A alternativa era reportá-lo aos comissários, e isso poderia acabar com uma punição. Acho que Michael lidou com isso de forma pragmática”, explicou.

A polêmica tomou conta devido às punições recebidas por Verstappen, que primeiramente passou por fora da pista e ganhou vantagem enquanto defendia sua posição de Hamilton, e depois freou bruscamente e causou uma colisão entre seu carro e o de seu rival pelo título. Brawn, entretanto, viu normalidade na situação, e descartou que Masi estivesse propondo um acordo à Red Bull.

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MICHAEL MASI; DIRETOR DE PROVA; FIA; FÓRMULA 1;
Michael Masi está no centro da polêmica sobre o GP da Arábia Saudita, e foi defendido por Ross Brawn (Foto: FIA)

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“Esse tipo de discussão acontece várias vezes em uma corrida”, disse. “Se um piloto passa por alguém ou se defende de forma injusta, o diretor de prova vai dizer ao time para devolver a posição. Algumas pessoas parecem pensar que Michael estava fazendo um acordo. Não era isso, é simples: ou você aceita a decisão do diretor de pista, ou a situação será repassada aos comissários, para que eles decidam”, ressaltou.

O dirigente não deixou de ressaltar as dificuldades envolvidas no final de semana, que foi o primeiro da história da Fórmula 1 na Arábia Saudita. A corrida teve várias ativações de bandeiras amarelas e safety-car, além de outras duas paralisações por bandeira vermelha. Em apenas uma volta, três carros abandonaram de uma vez: Sergio Pérez, George Russell e Nikita Mazepin. Sebastian Vettel também abandonou, após se envolver em incidentes com Yuki Tsunoda e Kimi Räikkönen, e Mick Schumacher destruiu sua Haas na barreira de proteção.

“Gostaria de cumprientar a FIA e o diretor Michael Masi pelo ótimo trabalho em uma corrida extremamente difícil. Algumas pessoas acharam as decisões controversas, mas eu, não. Foi uma corrida complicada e também um final de semana complicado”, concluiu. “Tivemos muitos desafios aqui, e acho que todos — a FIA, a F1 e as equipes — se juntaram para fazer esse evento funcionar, e tem sido um enorme sucesso”, encerrou.

Verstappen diminuiu a velocidade no meio da pista e foi atingido por Hamilton em Jedá (Vídeo: Reprodução/F1TV)
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