Diretor da Mercedes rejeita conspiração e afirma que quebras seguidas do motor de Hamilton são “pura coincidência”

Paddy Lowe amenizou as palavras de Lewis Hamilton logo após a quebra do motor durante o GP da Malásia e disse entender completamente sua queixa, mas rejeitou qualquer tipo de teoria da conspiração, creditando ao azar os seguidos problemas sofridos pelo britânico na temporada 2016

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A quebra do motor de Lewis Hamilton nas voltas finais do GP da Malásia ainda repercute. Nesta sexta-feira (7), logo após o fim do segundo treino livre do GP do Japão, em Suzuka, Paddy Lowe esteve entre os presentes à coletiva de imprensa reunindo os representantes das equipes da F1. E o engenheiro britânico teve a chance de tornar pública a sua opinião sobre o assunto e reiterou, de forma veemente, que não existe conspiração na Mercedes. Contudo, o diretor-técnico da escuderia bicampeã do mundo disse entender as queixas de Hamilton, mas afirmou que os seguidos problemas sofridos pelo piloto são resultado do azar, uma infeliz coincidência do destino.
 
Questionado pelos jornalistas sobre o assunto, Lowe foi enfático. “Eu não posso concordar com você que o piloto deu a entender que houve sabotagem. Lewis foi muito claro conosco que isso está totalmente fora de questão”, bradou.
 
“Acho que qualquer pessoa com um pingo de inteligência analisaria a situação e iria perceber que a perspectiva de a gente projetar um sistema que causaria uma grande falha naquele ponto preciso da corrida… se fôssemos tão bons, poderíamos ganhar tudo e controlar todas as situações”, declarou o diretor da Mercedes.

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Paddy Lowe descartou qualquer tipo de conspiração dentro da Mercedes (Foto: Mercedes)
“Tivemos outras falhas no ano, o que é muito ruim, e se fôssemos bons o bastante para organizar uma sabotagem, não teríamos problema algum. A F1 é um negócio muito difícil”, acrescentou.
 
Mesmo em um esporte de alto nível e de altíssima tecnologia como é a F1, Paddy Lowe entende que as falhas fazem parte do jogo. “A engenharia está funcionando dentro do limite do desempenho, e às vezes as coisas dão errado.”
 
“A complexidade é incrível, e tentar fazer com que um engenheiro faça algo acontecer de propósito no carro… é igual quando as pessoas dizem que a gente favorece um piloto em detrimento de outro, e a ideia de que podemos dar um equipamento melhor a um piloto em relação ao outro. Se inventarmos algo que faça nosso carro ser mais rápido, é claro que queremos nos dois carros porque queremos ganhar a corrida. Nós nunca contemplamos isso, mesmo se pudéssemos”, garantiu, afirmando que há igualdade entre Hamilton e Nico Rosberg.
 
Diferente do que vem vivendo Lewis, Rosberg tem enfrentado poucos problemas na temporada, num cenário oposto em relação a 2015. Para o engenheiro, Hamilton é uma grande vítima do azar.
 

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“Estamos vivendo um pouco esse cenário com Lewis. Gastamos oito unidades de potência e, com exceção de um ou outro problema, todos eles aconteceram com Lewis nesse ano, e isso é algo que nenhum de nós consegue entender, como as coisas poderiam acontecer desta forma. Mas é apenas a maneira como o dado é lançado. As coisas dão errado. Entendemos isso, e isso só acontece que, por pura coincidência, ocorreu várias vezes no carro de Lewis”, lamentou Lowe.

 
“Nós só desejamos sorte para que isso não aconteça. É compreensível que Lewis, como todos nós estávamos nos sentindo imediatamente depois da explosão do motor, dizer: ‘Como pode isso acontecer de novo?’”, finalizou, deixando claro que entende o tom das queixas do tricampeão após ter deixado, da forma que deixou, a corrida em Sepang no último domingo.
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