Diretor da Williams dá ‘nota 10’ para Stroll por atuação em Baku e comemora: “Para um novato, é notável”

Paddy Lowe rasgou elogios a Lance Stroll pela sua performance no último GP do Azerbaijão. O canadense faturou seu primeiro pódio na F1 depois de ter finalizado em terceiro lugar ao ter sido superado por Valtteri Bottas na linha de chegada. O engenheiro avaliou sua atuação como perfeita e disse que o jovem encontrou o ritmo do carro

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Duramente criticado desde antes da estreia na F1, Lance Stroll viveu um junho iluminado. Depois de ter a chance de correr pela primeira vez no circuito Gilles Villeneuve, no seu país natal, o novato somou seus primeiros pontos após terminar o GP do Canadá em nono. E no último GP do Azerbaijão, Stroll foi a grande surpresa ao terminar a prova em Baku em terceiro, que só não foi segundo porque Valtteri Bottas fez a ultrapassagem na linha de chegada. Nada que tire a moral do canadense de 18 anos, que recebeu rasgados elogios de Paddy Lowe, diretor-técnico da Williams, que lhe deu nota 10 pela sua atuação no circuito azeri.

 
O engenheiro britânico se mostrou feliz com a performance de Stroll em Baku e deixou claro que outros jovens valores da F1, como Max Verstappen e Esteban Ocon, não precisam servir como referência ao trabalho do canadense. “Stroll não precisa das referências dos outros, ele só tem de focar em si mesmo e estar feliz com sua performance”, afirmou o dirigente em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.
 
Lowe, contudo, não escondeu que ficou surpreso com o que viu de Lance há quase duas semanas. “Foi uma surpresa. A corrida foi perfeita, mas também o fim de semana como um todo. Minha nota para seu trabalho é 10. Em cada sessão, tudo correu 100% sob controle, com bom ritmo e possibilidade de melhora.”
Após um bom mês de junho, Lance Stroll está cheio de moral na Williams (Foto: Williams)
“Não sei se você se lembra nos treinos livres de sexta-feira, mas apenas três pilotos não provocaram uma bandeira amarela. E um deles foi ele”, lembrou.
 
“Para um novato, isso é notável, uma vez que seu ritmo foi mais que razoável. Lembro que, depois do Canadá, pensei que este poderia ser o ponto de virada. Lembro que várias pessoas comentavam que estavam felizes por vê-lo render neste nível depois da sua atuação no Canadá e a performance mostrada na classificação em Baku”, comentou o diretor.
 

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Na visão de Lowe, a boa forma encontrada por Stroll em Baku mostrou que o piloto finalmente encontrou o ritmo do carro.

 
“Nesses momentos são os que se deve trabalhar mais duro e não cometer erros. Stroll descreveu as últimas voltas como giros em ritmo de classificação. Não deu um passo em falso e cada volta era melhor e com um ritmo mais que respeitável. Acho que esse é o ritmo do carro, e é nesse lugar em que você quer que seus pilotos estejam”, concluiu Paddy.
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