Diretor diz que confiabilidade é “uma espécie de fragilidade” da Renault e admite situação “inaceitável”

Diretor da Renault, Cyril Abiteboul reconheceu que a confiabilidade da Renault não é aceitável. Dirigente ponderou que a performance atingiu o nível esperado pela fábrica francesa, mas admitiu o incômodo com as quebras constantes

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Diretor da Renault, Cyril Abiteboul não esconde seu incômodo com os constantes problemas de confiabilidade do time. Após mais um fim de semana marcado por falhar, o dirigente classificou a situação como “inaceitável”.
 
Na Bélgica, Max Verstappen teve de abandonar quando ocupava a quinta colocação. Daniil Kvyat também teve um problema de motor na sexta-feira, enquanto o carro de Jolyon Palmer apresentou uma falha de câmbio no início do Q3.
 
Com uma lista de falhas e o sexto lugar conquistado por Nico Hülkenberg em Spa, Abiteboul entende que a Renault tem mais problemas de confiabilidade do que de performance.
Cyril Abiteboul admitiu que confiabilidade da Renault não é aceitável (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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“Basicamente, não estamos mais tão incomodados com a performance do nosso carro, estamos extremamente incomodados com a confiabilidade que atingiu Jo no sábado com o câmbio, e que também está atingido diferentes motores do grid”, disse Abiteboul em entrevista à publicação inglesa ‘Autosport’. “Isso é uma preocupação. Para mim, ainda é uma espécie de fragilidade do programa da Renault em geral que precisa realmente ser abordada como prioridade”, comentou.
 
“A performance está onde prevíamos. A confiabilidade não está”, frisou.
 
O dirigente também se mostrou compreensivo com as queixas de Christian Horner, chefe da Red Bull, e Verstappen em Spa-Francorchamps.
 
“Obviamente, tem muita frustração dos pilotos”, reconheceu. “Se você entrar nos detalhes, são diferentes tipos de problemas que estão impactando o piloto e, portanto, você não pode atribuir a um único problema todas as dificuldades que atingiram Jo ou Max, falando de motores, desde o início da temporada”, explicou. 
 
“Mas não é aceitável. Não é onde queremos estar da perspectiva de confiabilidade e isso tem de ser o foco para todos os clientes”, insistiu.
 
Por fim, Abiteboul disse acreditar que a Renault encontrou um espaço definitivo no pelotão intermediário da F1, já que foi a ‘melhor do resto’ com Hülkenberg.
 
“É onde achamos que estamos, e é bom ver isso no sábado e no domingo”, falou. “Eu aceitaria este tipo de quarta posição constante em um virtual campeonato. Nossa meta ainda é recuperar da posição muito ruim em que estamos por conta de problemas de confiabilidade”, concluiu.
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