Diretor diz que Manor “não existiria sem Ferrari”, mas avalia que mudança para motor Mercedes é “caminho certo”

Diretor-esportivo da Manor, Graeme Lowdon afirmou que a escuderia não existiria se não fosse o apoio da Ferrari. Dirigente, entretanto, avaliou que a mudança para os motores Mercedes em 2016 representa o caminho certo para a equipe

A Manor decidiu trocar o motor Ferrari pelo Mercedes no próximo ano, mas nem por isso deixa de reconhecer a importância da fábrica de Maranello em sua história. 
 
A Manor passou por uma grave crise financeira no fim do ano passado, mas recebeu o apoio da Ferrari, que concordou em fornecer motores com especificação do ano anterior, mesmo sabendo que a escuderia tinha acabado de sair de administração judicial. 
Diretor-esportivo da Manor Marussia, Graeme Lowdon reconheceu importância da Ferrari na história do time (Foto: Getty Images)
Falando à publicação inglesa ‘Autosport’, Graeme Lowdon, diretor-esportivo da Manor, reconheceu que a equipe não existiria não fosse o apoio da Ferrari.
 
“Nós tivemos uma relação especial com a Ferrari, porque este time não existiria sem a Ferrari. Isso é um fato”, disse. “Se Sergio Marchionne [presidente da Ferrari] e Maurizio Arrivabene [chefe do time vermelho] não tivessem concordado em fornecer motor para nós nesta temporada, nós não estaríamos aqui. Fim da história”, seguiu.
 
“Temos de ser eternamente gratos a eles, porque este foi um momento chave na nossa sobrevivência nesta temporada. Obviamente, desde então nós tivemos que operar nesta temporada com um motor de um ano de idade”, lembrou. 
 
 Ainda, Lowdon citou a evolução do motor de Maranello de um ano para outro e classificou o trabalho da Ferrari como “fantástico”.
 
“O progresso feito pela Ferrari no desenvolvimento do motor deles de 2014 para 2015 foi simplesmente espetacular. Eles fizeram um trabalho inacreditavelmente fantástico”, resumiu. “Isso reforçou o fato de estarmos em desvantagem neste ano em termos de performance”, apontou.
 
“Mas nós sempre soubemos disso e foi um tipo de problema melhor de lidar do que insolvência e liquidação, que eram as alternativas”, ponderou.
 
Mesmo ressaltando a evolução do motor Ferrari, Lowdon acredita quer a Manor terá um pacote melhor trabalhando com Mercedes e Williams.
 
“Nós estávamos em uma posição em uma posição onde podíamos pegar um pouco de tempo e pensar no que seria a melhor coisa daqui para a frente”, falou. “Aí aconteceu de o melhor pacote seguindo adiante ser reacender a relação com a Williams. Eles foram nossos primeiros fornecedores nos anos anteriores”, seguiu.
 
“Nós também conhecemos Pat Symonds [diretor-técnico da Williams] muito bem, já que ele trabalhou com o nosso time por um tempo, e ele entende como nós trabalhamos”, citou. “Então, junto com a Mercedes, acabou sendo o caminho certo a seguir”, concluiu.

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