Divergências com nova dona da Sauber fazem Monisha deixar chefia da equipe às vésperas do GP do Azerbaijão

Nas primeiras horas desta quarta-feira, começaram a surgir os primeiros rumores sobre a saída de Monisha Kaltenborn da chefia da Sauber. Segundo o site norte-americano 'Motorsport.com' e também a emissora Sky Sports, a advogada indo-austríaca, que fez história ao se tornar a primeira mulher a comandar uma equipe na F1, deixou o time por conta de divergências com a dona da Sauber, a Longbow Finance

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Chegou ao fim a trajetória de Monisha Kaltenborn no comando da Sauber. A advogada indo-austríaca de 46 anos entrou para a história do esporte ao se tornar a primeira mulher a chefiar uma equipe do Mundial de F1. No cargo desde outubro de 2012, quando foi indicada pelo fundador do time suíço, Peter Sauber, a dirigente nascida em Dehradun, na Índia, e criada em Viena, não conseguiu entregar bons resultados a uma das equipes independentes da F1. A Longbow Finance, nova proprietária da Sauber desde o ano passado, entrou em rota de colisão com Monisha, que optou por deixar a função de chefe e também de diretora-executiva, posto que ocupava desde janeiro de 2010, quando Peter Sauber comprou de volta o time da BMW. A informação foi publicada pelo site norte-americano 'Motorsport.com' e também pela emissora Sky Sports.

 
A decisão da Sauber começou a ser ventilada no paddock da F1 na manhã desta quarta-feira (21) em Baku, palco do GP do Azerbaijão neste fim de semana, restando apenas a confirmação oficial por parte do time de Hinwil.
 
Em 2012, o fundador da equipe transferiu um terço das ações da escuderia para Monisha, mas ela vendeu seus 33,3% quando o time passou para o controle da Longbow Finance, em julho de 2016. De acordo com a publicação inglesa ‘Autosport’, a saída de Kaltenborn é resultado de divergências com o proprietário do time sobre a maneira como a Sauber deveria ser comandada.
Fim do ciclo: Monisha Kaltenborn está fora do comando da Sauber por decisão da Longbow Finance (Foto: Sauber)
Fundada por Peter Sauber em 1993, o time sediado em Hinwil até viveu um ano razoável em 2013, o primeiro sob a gestão de Monisha, e alcançou o décimo lugar do Mundial de Pilotos com Nico Hülkenberg. Depois, zerou em 2014 com Adrian Sutil e Esteban Gutiérrez. Em 2015, às vésperas do início da temporada, enfrentou um imbróglio jurídico com Giedo van der Garde, que pleiteava um posto de titular. O holandês e a Sauber entraram em um acordo, com o piloto recebendo uma indenização milionária.
 
Naquele ano de 2015, com Felipe Nasr e Marcus Ericsson como pilotos, o brasileiro se destacou com 27 pontos, e a equipe terminou o Mundial em oitavo, à frente da McLaren. Em 2016, no entanto, o time foi salvo na ‘bacia das almas’ e marcou apenas dois pontos, os dois sendo somados por Nasr no incrível GP do Brasil. Mas, para 2017, Felipe foi dispensado e Pascal Wehrlein, indicado pela Mercedes, foi contratado para o seu lugar, enquanto Ericsson foi mantido.
 
Ainda segundo a revista, um dos motivos para o desligamento de Kaltenborn é o tratamento dado a Ericsson e Wehrlein. O proprietário da Sauber queria fazer do sueco o número um do time, mas Monisha acreditava que a posição deveria ser do pupilo da Mercedes. O jovem alemão foi o responsável pelos quatro pontos conquistados pela Sauber até o momento em 2017.
 

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Kaltenborn encerra assim uma trajetória na Sauber iniciada ainda no fim dos anos 90, quando foi contratada para cuidar de assuntos corporativos e legais da equipe. Desde então, caiu nas graças de Peter Sauber, que reconheceu nela potencial para administrar a equipe como diretora-executiva e, pouco depois, a efetivou como chefe de equipe, com a dura missão de substituí-lo.

 
Ainda de acordo com a ‘Autosport’, Colin Kolles, ex-chefe da finada HRT, é cotado para assumir o posto de Kaltenborn na Sauber. O dirigente romeno, de cidadania alemã que hoje tem equipe própria no Mundial de Endurance — sendo o único time privado na categoria LMP1, a ByKolles —, teve passagens também por outras equipes da F1, como a Midland, Spyker e a Force India.
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