Dupla da Sauber diz que incidente em Austin “não vai se repetir”. Nasr se mostra arrependido: “Faria diferente”

Felipe Nasr e Marcus Ericsson garantiram que não voltarão a se chocar na pista. Após o acidente em Austin e reunião com a Sauber, o brasileiro afirmou que teria feito diferente se voltasse no tempo

O desentendimento na Sauber já chegou ao fim. No último domingo, Felipe Nasr e Marcus Ericsson se tocaram durante o GP dos EUA e, após um puxão de orelha de Monisha Kaltenborn, ambos falaram, nesta quinta-feira (29), que um lance desses não vai se repetir.
 
Nasr admitiu que, se voltasse no tempo, não teria colocado o carro na curva do jeito que foi, garantindo que ninguém na Sauber quer um novo incidente entre os dois.
 
“Foi bastante simples a nossa reunião. Simplesmente nós não queremos que isso aconteça de novo, ninguém no time quer isso. Se eu voltasse no tempo, não teria feito a mesma manobra, estava achando que Marcus estava me vendo, quando, na verdade, ele não estava e me falou depois”, disse.
 
O brasileiro explicou que o acidente não ocorreu em uma tentativa de ultrapassagem, já que, naquele momento, estavam em bandeira amarela.
 
“Eu disse pro Marcus que eu não queria ultrapassá-lo ali, estávamos sob bandeira amarela, eu teria sido punido se passasse. Mas, quando eu fui ver, nós dois estávamos lado a lado na curva 1”, falou.
Nasr e Ericsson se acertaram após o incidente em Austin (Foto: AP)
O brasiliense fechou reafirmando que não tentou ultrapassar o companheiro.
 
“Eu realmente mantive a minha linha de dentro, mas em nenhum momento eu quis fazer a ultrapassagem. De qualquer forma, não é algo que possa se repetir”, completou.
 
Ericsson garantiu que a boa relação entre os companheiros do time suíço vai seguir.
 
“Eu já conversei com o Felipe sobre isso, então virou passado. Nós dois temos uma relação muito boa de companheiros, vai seguir sendo assim”, disse.
Marcus Ericsson explicou que não teve como ver Felipe Nasr em Austin (Foto: AP)
O sueco completou afirmando que o incidente foi normal, mas assegurando que não olhou a aproximação do brasileiro por se tratar de um período com bandeiras amarelas.
 
“Foi uma coisa que poderia ter acontecido com qualquer um, infelizmente foi com meu companheiro de equipe. Mas é aquilo, a gente estava na bandeira amarela, não tinha motivo para eu olhar no meu retrovisor”, fechou.
 
Apesar do acidente e de uma corrida bastante conturbada, Nasr ainda chegou em nono. Ericsson acabou abandonando.
 

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