F1
25/02/2018 06:33

Ecclestone confirma negociações avançadas e afirma que Vietnã pode receber etapa da F1 a partir de 2020

A corrida, que seria disputada em um circuito de rua da capital Hanói, serviria para preencher a lacuna deixada pela saída da Malásia como local de uma prova no Sudeste Asiático, considerado importante comercialmente para vários patrocinadores da F1
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Bernie Ecclestone (Foto: Red Bull Content Pool)

Nomeado pela nova gestão do Liberty Media como presidente emérito da F1, Bernie Ecclestone pode não ser mais o chefe supremo de tempos idos, mas ainda tem sua influência no esporte. Aos 87 anos, o dirigente britânico ainda recebe ligações de promotores de corridas, chefes de equipes e de montadoras e, portanto, sabe muito dos bastidores da categoria. Assim, Bernie confirmou que existem tratativas avançadas para a F1 aportar no Vietnã com uma corrida nas ruas da capital, Hanói, a partir de 2020.
 
Às vésperas dos testes de pré-temporada da F1, que começam nesta segunda-feira (26) em Barcelona, Bernie convocou uma entrevista coletiva a veículos de comunicação da Inglaterra no seu escritório, localizado em Londres. E falou, além do futuro da F1 e da Ferrari, também sobre o potencial novo destino do Mundial.
O Liberty Media avança nas negociações para incluir o Vietnã no calendário da F1, diz Bernie (Foto: Reprodução)
“Eu acho que vocês vão ter uma corrida no Vietnã”, declarou o ex-chefão da F1. “Até onde eu sei, eles ainda não fizeram um contrato até agora. Mas se tiverem, vai ser pelo menos daqui a uns dois anos”, pontuou.
 
A declaração de Ecclestone confirma as notícias recentes de reuniões do Liberty Media com promotores locais, informações veiculadas pela revista ‘Forbes’ e pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’. A agência de notícias Reuters dá conta que o governo vietnamita está disposto a investir o valor que for exigido pela cúpula da F1 para levar o Mundial para o país.
 

Um dos apelos do Vietnã é sua localização e também a economia emergente. Cravada no Sudeste Asiático, o país serviria para preencher a lacuna deixada pela saída da Malásia do calendário da F1 no ano passado. O Vietnã desperta interesse também de patrocinadores da F1, como a Heineken.
 
Ecclestone, contudo, alertou os promotores vietnamitas sobre o período de incerteza na F1 em razão da transição para o novo regulamento de motores e também o novo Pacto da Concórdia, previsto para entrar em vigor em 2021, e que tem a Ferrari como uma das principais interessadas. A marca italiana defende a permanência do bônus de equipe mais longeva do grid, recebendo US$ 100 milhões (ou R$ 324 mi) a mais em relação às outras escuderias do Mundial.