Em ano marcado por acusação de sabotagem a Nasr, imprensa brasileira vê cobertura minguar e teme opções no futuro
O ano de 2016 não teve grandes mudanças para a cobertura da imprensa sobre a F1. Foi mais uma questão de confirmação cruel das tendências que se indicavam: rádios e jornais se foram, decretando que o produto de Bernie Ecclestone não mais lhes interessa. Com os pilotos brasileiros em perigo de nem voltarem ano que vem, o futuro não parece exatamente encantador
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Foi um ano complicado para a cobertura da F1 no Brasil. Sem resultado nos últimos anos e acompanhando audiência e atenção cair, os veículos por onde seguir o Mundial em 2016 diminuíram. Seja durante os eventos, sem a Rádio Globo/CBN, ou nos dias seguintes com a retirada em massa de jornais impressos. Mas ainda mais do que isso, o que marcou o ano foi a acusação de que Felipe Nasr foi deliberadamente prejudicado. Acima de tudo, a imprensa automobilística do Brasil lida com uma verdade inconveniente: é iminente que o grid da F1 fique sem pilotos brasileiros – se não em 2016, que parece salvo por ora, num futuro próximo.

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De positivo para a Globo e para quem espera algum dia ver a audiência da F1 no Brasil voltar a subir, o resultado demográfico do GP brasileiro. Depois de alguns anos de queda, a audiência da corrida, na tarde do domingo, subiu em relação ao ano anterior. E foi uma prova muito mais longa que as comuns, com mais de três horas de duração por conta das paralisações pela chuva. Acabou, inclusive, varando a grade do Campeonato Brasileiro de Futebol. Mas a corrida que começava e parava, tinha vaias da torcida e água na pista – além da aguardada despedida de Felipe Massa – acabou sendo discutivelmente a mais memorável do ano. E o público entendeu.

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