Em equipe dos sonhos na F1, Ecclestone coloca Alonso, Rindt e Briatore e elege Brabham BT49 como melhor carro

A pedido da própria F1, Bernie Ecclestone elegeu a sua equipe dos sonhos no Mundial. Se pudesse escolher, o inglês de 84 anos teria sob seu comando os pilotos Jochen Rindt e Fernando Alonso. Também colocaria Flavio Briatore como chefe do time e correria com o Brabham BT49

Não é segredo para ninguém que Bernie Ecclestone possui opiniões controversas e que não tem papas na língua sobre os assuntos diversos que marcam o esporte. E desta vez não foi diferente. A pedido da própria F1, o diretor-executivo precisou escolher o seu 'dream team', a equipe dos sonhos, de todos os tempos no maior dos campeonatos de monopostos do mundo. O inglês de 84 anos precisou apontar seus dois pilotos favoritos, chefe de equipe e um carro. A escolha surpreendeu. Mas até certo ponto.

Ecclestone deixou claro que não gostaria ver em seu time os multicampeões Michael Schumacher, Juan Manuel Fangio, Alain Prost ou Sebastian Vettel e tampouco Ayrton Senna, considerado por muitos o piloto de todos os tempos na F1. O britânico preferiu ter sob seu comando o espanhol Fernando Alonso e o austríaco Jochen Rindt.

Chefe supremo da F1, Bernie Ecclestone gostaria de ter em sua equipe Alonso, Rindt e Briatore (Foto: AP)

Rindt competiu na F1 entre os anos de 1964 e 1970, obtendo seis vitórias, 13 pódios e mais dez poles. Jochen é ainda o único campeão póstumo da história do Mundial. O austríaco, nascido na Alemanha, ficou conhecido pela extrema habilidade e audácia. A maior vitória de sua carreira aconteceu em Mônaco, em 1970, depois de uma eletrizante perseguição a Jack Brabham. Rindt perdeu a vida em um forte acidente no dia 5 de setembro do mesmo ano, na pista de Monza, na Itália.

Já Alonso tinha apenas 24 anos quando se tornou campeão pela primeira vez com a Renault, em 2005, quebrando a sequência vitoriosa de Michael Schumacher e da Ferrari. O asturiano ainda comemoraria mais uma taça no ano seguinte. Ainda na ativa, Fernando trocou a equipe francesa pela McLaren em 2007, voltou para a Renault na temporada seguinte, onde permaneceu entre 2008 e 2009. Depois, assinou com a Ferrari, time que defendeu por cinco temporadas, conquistando três vice-campeonatos. No atual campeonato, Alonso guia de novo pela McLaren.

E falando em Alonso e Renault, Ecclestone ainda apontou Flavio Briatore como chefe de sua esquadra dos sonhos. O controverso italiano marcou época na F1 ao dirigir a Benetton que deu os dois primeiros títulos a Michael Schumacher, em 1994 e 1995. Briatore também foi que descobriu o jovem espanhol e esteve à frente da Renault no bicampeonato do piloto.

Briatore, entretanto, entrou para a história pelo desempenho decisivo no escândalo do GP de Cingapura de 2008, quando ajudou a traçar os planos para um acidente proposital de Nelsinho Piquet, que acabou por auxiliar Alonso a vencer aquela corrida. O caso foi julgado pela FIA em 2009, e o italiano acabou banido do paddock da F1, perdendo o direito, inclusive, de trabalhar como empresário de piloto. Em 2010, o Tribunal de Grande Instância de Paris anulou a decisão da entidade máxima do esporte.

Por fim, o carro escolhido por Ecclestone foi o Brabham BT49 que deu a Nelson Piquet o primeiro título na F1, em 1981. O modelo ainda venceu sete vezes, conquistou seis poles e obteve 15 pódios ao longo de quatro temporadas, entre 1979 e 1982. O carro foi projeto pelo lendário engenheiro Gordn Murray. O BT49 é até hoje considerado por muitos um dos modelos mais bonitos da história da F1.

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