Engenheiro da Fórmula E revela contato de membros da F1 para entender motor de 2026

Phil Charles, engenheiro de renome da Fórmula E, revelou que pessoal da Fórmula 1 entrou em contato com ele para entender motor de 2026

A temporada 2026 da Fórmula 1 marca o início de uma nova era na categoria. E com mudanças significativas na aerodinâmica e o aumento da eletrificação nos motores, diversos engenheiros da Fórmula E estão migrando para a F1. Phil Charles, engenheiro de renome da modalidade elétrica, revelou contato de membros da principal categoria do automobilismo para entender a unidade de potência.

Além de mudanças robustas na aerodinâmica dos carros, incluindo o fim do efeito-solo e a substituição do DRS pelo Manual Override Mode (Modo de Ultrapassagem Manual, em tradução livre), por exemplo, os motores do próximo ano terão a parte elétrica ampliada, passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% dos antigos — e combustível 100% sustentável.

Uma das mudanças que mais chamou a atenção foi a de Cristina Mañas, que foi uma das principais responsáveis pelo sucesso de Jaguar e da Nissan na categoria elétrica. Agora, ela é engenheira de desempenho de Carlos Sainz na Williams.

Outra pessoa importante que trabalhou com Sainz é Charles, considerado o “Adrian Newey dos carros elétricos”. O inglês tem um currículo de respeito, com passagens por Renault Toro Rosso na Fórmula 1, mas foi na modalidade criada em 2014 que atingiu outro patamar. Atualmente, é diretor-técnico e efetivamente chefe de equipe da DS Penske.

Phil Charles diz que membros da F1 entraram em contato para entender motor de 2026 (Foto: Guilherme Bloisi/GRANDE PRÊMIO)

Charles ainda tem muitos amigos na Fórmula 1 e, com a chegada de motores com até 50% de potência elétrica, vários entraram em contato para perguntar sobre a Fórmula E. Isso aumentará as semelhanças entre as duas categorias, embora o sistema híbrido usado na F1 garanta que certas diferenças permaneçam.

Questionado se já havia sido contatado por algum colega a respeito da Fórmula E, o engenheiro respondeu: “Estaria mentindo se dissesse que não. Se considerarmos a otimização de energia, na Fórmula 1 temos o sistema híbrido, e não é novidade para eles terem essa combinação de motor elétrico e a combustão”, afirmou Phil ao portal espanhol SoyMotor.

“No entanto, em 2026, o regulamento torna o uso da energia fundamental, por isso há muitos paralelos com a Fórmula E na forma como se gerencia a energia e, como disse, estaria mentindo se dissesse que nenhum dos meus amigos de lá me ligou para dizer que o que fazemos é muito relevante para o que eles fazem agora”, ressaltou.

Evidentemente, a forma de competir continuará diferente, descartando completamente o conceito de corrida em pelotão visto na Fórmula E nos circuitos mais sensíveis à energia. O sistema híbrido da Fórmula 1 evitará tais situações, mas o gerenciamento da energia elétrica terá um papel mais importante, proporcionando aos engenheiros um aprendizado.

Phil Charles acredita que gestão de energia da F1 2026 será semelhante a da Fórmula E (Foto: Fórmula E)

“Existem várias abordagens adequadas, continuam existindo várias diferenças, na F1 você tem de combinar os sistemas híbridos, enquanto que na Fórmula E temos apenas um, mas a abordagem da gestão de energia se torna muito crítica, vocês verão isso nas corridas, será mais interessante e haverá algumas semelhanças”, completou Phil.

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.

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