Entidade europeia questiona FIA e pede banimento da propaganda de bebidas alcoólicas na F1

A Aliança Política Europeia para o Álcool enviou uma carta à FIA questionando a propaganda de bebida alcoólicas na F1 e pediu o banimento dos negócios

Tal como aconteceu com o cigarro na década passada, agora são os patrocínios de bebidas alcoólicas que podem ameaçar a sobrevivência das equipes na F1. Isso porque a União Europeia pretende proibir a publicidade desses produtos em eventos esportivos. Alguns países, como a França, já não permitem mais o negócio. 

Nos últimos anos, a categoria máxima do automobilismo tem virado alvo das principais marcas de bebidas alcoólicas no mundo. O uísque escocês Johnnie Walker é um velho parceiro da McLaren. A marca está nos modelos ingleses desde 2005. Recentemente, a empresa ainda firmou acordo com a própria F1, como um das patrocinadoras do Mundial.

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A Sauber também estampa a tequila José Cuervo em seus carros desde 2011. Também neste ano, o campeonato viu o retorno da italiana Martini à Williams, em um negócio de € 12 milhões, aproximadamente R$ 38 milhões. A vodca Smirnoff também integra o quadro, com o acordo fechado em maio último, com a Force India.

Martini voltou à F1 em um acordo com a Williams (Foto: Getty Images)

A FIA, por meio do presidente Jean Todt, tem ingressado fortemente em programas de segurança no trânsito, já tendo como objetivo alcançar uma posição de destaque nas Nações Unidas. Mas isso tem revoltado os lobistas contrários ao álcool, dada a associação da F1 com as fabricantes de bebidas.

Em um movimento que lembra a campanha pública travada contra a propaganda de tabaco nos anos 2000, a Aliança Política Europeia para o Álcool escreveu uma carta aberta a Todt, questionando e pedindo uma reunião rápida sobre o assunto. "Ao considerar a prevalência destrutiva da combinação álcool e volante, permitindo que mensagens contraditórias sejam apresentadas, os patrocínios da F1 parecem cada vez mais inapropriados, dada a audiência total de 500 milhões de pessoas", escreveu Mariann Skar, secretária-geral da entidade.

A Aliança, que possui ligação com 57 órgãos de saúde pública em 25 países europeus, acrescentou ainda: "Estamos profundamente preocupados com o pesado exercício de marketing visto na F1 e, portanto, estamos solicitamos uma mudança urgente."

"Permitir que o patrocínio de álcool na F1 parece ser uma contradição de muitas diretrizes oficiais para a comercialização de álcool. E vai contra as diretivas da União Europeia que afirma que o marketing para o consumo de álcool não pode estar ligado à condução de veículos", completou.

"Além disso, a atual associação entre álcool e direção não parece se enquadrar em uma entidade que promove mensagens generalizadas sobre consumo responsável, em parte apoiada pela própria indústria de bebidas alcóolicas", acrescentou o órgão.

A entidade ainda vai questionar o Parlamento Europeu e levar o assinto no próximo ano. A FIA não respondeu ainda a carta, mas cópias do documento foram enviadas a Bernie Ecclestone, o chefão da F1, à Organização Mundial da Saúde e a várias comissões europeias. 

OS 20 ANOS DO PRIMEIRO TÍTULO DE SCHUMACHER

Há 20 anos, Michael Schumacher dava o primeiro grande passo para ficar na história. Naquele 13 de novembro, o alemão – que dez anos mais tarde se tornaria heptacampeão mundial – conquistava o seu primeiro título na F1.

E que temporada peculiar foi a de 1994. Sem dúvidas, um dos campeonatos mundiais mais inesquecíveis da história.

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