Ex-diretor revela que Mercedes preferia Heidfeld a Hamilton para 2013

Em seu livro, Nick Fry revela que foi difícil convencer a Mercedes que Lewis Hamilton era uma opção melhor que Nick Heidfeld, Paul di Resta e até Jacques Villeneuve em 2013. Ex-diretor comentou que chegada de Niki Lauda foi ponto chave para mudança no time

A parceria formada por Lewis Hamilton e Mercedes é uma das mais vitoriosas da história do esporte. O vínculo do piloto inglês com a equipe alemã rendeu quatro títulos mundiais, com o quinto praticamente encaminhado em 2019. Porém, a história poderia ser bem diferente, já que o interesse dos alemães em 2013 era em Nick Heidfeld.

 
Ex-diretor da Mercedes, Nick Fry revelou que o interesse da equipe era no veterano alemão, que fez 183 corridas pela F1 e estava afastado do grid desde a metade de 2011, quando a Renault o trocou por Bruno Senna no meio da temporada.
 
"Inicialmente, não conseguia convencer a Mercedes a contratar Hamilton. Por mais de uma vez, nos mandaram voltar com outras ideias, olhar pessoas como Nick Heidfeld de novo, que estava muito ansioso pela vaga, constantemente enviando mensagens de fotos dele, da família e do cachorro em uma tentativa inútil de atrair meu interesse", declarou Fry na autobiografia ‘Survive. Drive. Win’, que será publicada no próximo mês.
Lewis Hamilton (Foto: AFP)
Fry revelou que as negociações para tirar Hamilton da McLaren começaram no meio de 2011, mas a Mercedes não se animava muito em ter o campeão mundial na época. Nomes como Paul di Resta, campeão do DTM e ex-Force India, e Jacques Villeneuve, campeão mundial de 1997 e afastado da F1 desde 2006, também foram cogitados.
 
O ponto de mudança da Mercedes foi a chegada de Niki Lauda como diretor não executivo. O tricampeão mundial era a favor da presença de Hamilton, e deu sinal verde para Fry fechar a contratação, já que o austríaco "pediu perdão para a Mercedes por ele". O anúncio da contratação veio em 28 de setembro de 2012.

Desde então, foram 60 vitórias de Hamilton e os títulos mundiais em 2014, 2015, 2017 e 2018. Sem a vaga de retorno na F1, Heidfeld dividiu sua carreira entre o WEC e a Fórmula E nos anos seguintes.
 

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