Ex-diretor vê Volkswagen interessada na F1: “Não perderia tempo em reuniões”

Diretor do Grupo Volkswagen entre 2012 e 2016, Jost Capito avaliou que o interesse do conglomerado na Fórmula 1 é real, mas vai depender de como será o regulamento de motores a partir de 2026

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Ex-diretor do Grupo Volkswagen, Jost Capito afirmou que o conglomerado “não perderia tempo” participando de reuniões se não se interessasse verdadeiramente pela F1. Ainda assim, atual chefe e diretor-executivo da Williams ressaltou que o regulamento de motores vai ser determinante nesta decisão.

Capito atuou como diretor-esportivo da Volkswagen entre 2012 e 2016 e supervisionou quatro conquistas consecutivas do Mundial de Rali com Sébastien Ogier, entre 2013 e 2016.

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JOST CAPITO; WILLIAMS;
Jost Capito avaliou que a Volkswagen considera efetivamente a entrada na F1 (Foto: Williams)

O Grupo VW considera a entrada na Fórmula 1 com o regulamento de motores que vai vigorar a partir de 2026, usando as marcas Porsche ou Audi. Assim, executivos dessas marcas têm participado de discussões sobre o futuro regulamento.

Questionado se achava que o Grupo VW tinha mesmo a intenção de entrar na Fórmula 1 no futuro, Capito respondeu: “Acho que depende muito do regulamento, e o regulamento de motores pra 2026 ainda não saiu. Acho que tudo depende disso”.

“Se foram sérios ― participaram das discussões sobre os regulamentos de motores, e não acho que eles perderiam tempo indo a essas reuniões, especialmente com o CEO também comparecendo a essas reuniões, se não fossem sérios”, ponderou. “Mas, no fim, depende de qual será o regulamento final, se o Grupo Volkswagen acha que faz sentido, aí podem ir ao conselho e pedirem uma decisão”, considerou.

Capito considerou, ainda, que é difícil que o Grupo VW opte por uma equipe própria, mas ressaltou que algumas das marcas já tinham trabalhado em parceria com equipes no rali e com carros esportivos.

“Sei que é sempre difícil com uma equipe conhecida, especialmente com uma equipe alemã com todos os regulamentos do sindicato, você realmente não pode ter uma equipe de corrida”, comentou. “É por isso que, no passado, a Audi se juntou a Joest [em Le Mans], com outras equipes, a mesma coisa aconteceu com a BMW [com Schnitzer], pois é muito difícil ter uma equipe de fábrica. Pode ser mais fácil se for no exterior, mas realmente não sei”, continuou.

“Quando você olha para o Grupo Volkswagen, eles tiveram estratégias diferentes no passado. A equipe de rali era completamente de fábrica, e a Porsche fez equipes de fábricas completamente terceirizadas [com a Manthey Racing], a mesma coisa com a Audi. Não estou envolvido neste tipo de decisão, mas acho que isso explica o bastante para tomarem as decisões certas”, concluiu.

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