Ex-funcionário lembra pressão de trabalhar na Ferrari: “Cospem em você na rua”

Rob Smedley, que por anos foi engenheiro da Ferrari, recordou dos altos e baixos de trabalhar na montadora para avaliar a situação de Frédéric Vasseur

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Que a Ferrari é um tradicional símbolo italiano, não é novidade. Se no momento existe uma crise a ser contornada pelos lados de Maranello, é bom que todos os envolvidos saibam que os ânimos, apoio e críticas da torcida migram do céu ao inferno muito rapidamente para quem faz parte da equipe. Foi o que lembrou o engenheiro Rob Smedley, que fez parte dos quadros ferraristas durante quase dez anos.

Smedley, que foi engenheiro de Felipe Massa na equipe, recordou de como se vai do céu ao inferno, sobretudo para aqueles membros da Ferrari que aparecem frente às câmeras. O tempo é impressionantemente curto entre o amor absoluto e as cuspidas na rua. É algo que Frédéric Vasseur, chefe desde o começo deste ano, tem de entender.

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“Creio que para todos os caras em posições maiores lá, especialmente aqueles que aparecem na frente da mídia, é uma responsabilidade enorme. Não há dúvidas”, afirmou durante entrevista a podcast da rede inglesa de TV Sky Sports.

“Já disse isso no passado: dá para descrever a Ferrari, na Itália, como uma religião. Definitivamente! É uma equipe nacional e, assim, você representa o país, não apenas a marca. É difícil, e você não pode ser muito sensível, tem de ter pele de borracha, porque a situação passa realmente por ciclos”, explicou.

Smedley e Massa continuaram trabalhando juntos quando foram para a Williams, em 2014 (Foto: Williams)

“Consigo lembrar disso comigo mesmo, pessoalmente, de ser colocado num pedestal e pensar que era a melhor coisa do mundo desde que descobriram como fatiar o pão. Aí, cinco ou seis semanas depois, as pessoas literalmente cospem em você na rua. É uma dicotomia, para ser honesto, e você tem de encarar”, continuou.

“É preciso juntar o que há de melhor e pior para formar um único ponto de vista sobre tudo e buscar o equilíbrio necessário para continuar entregando seu trabalho a cada dia, porque isso é que importa. Quando as pessoas te falam como você é bom, é importante não escutar muito, assim como é igualmente importante quando alguém te diz o quanto você é ruim. E isso acontece”, continuou.

“Acredito que Fred [Vasseur] está passando por isso. Ele é um cara legal, está no esporte a motor há muito tempo em posições importantes com a ART e a Renault antes de entrar na Alfa Romeo. Sabe como funciona. É uma intensidade diferente estar na Ferrari, outra pressão. Mas ele tem de continuar, é parte do trabalho”, finalizou.

A Fórmula 1 continua a temporada com o GP da Austrália, no circuito de rua de Melbourne, entre os dias 31 de março e 2 de abril. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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