Ex-piloto, Brundle vê F1 “brutal” em 2017 e alerta que novo regulamento pode ter efeito negativo: “Os carros serão monstros”

Martin Brundle, que correu na F1 entre 1984-1996 e atualmente é comentarista da TV inglesa, analisou as novas regras do Mundial e alertou que as novidades podem ter um efeito negativo para as corridas, prejudicando as ultrapassagens. O britânico também afirmou que o novo carro será brutal

 

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Ex-piloto de F1 e agora comentarista da TV inglesa, Martin Brundle fez uma análise do novo regulamento do Mundial para 2017 e afirmou que os novos carros serão como "monstros" para pilotar e alertou que as novas regras podem ter um efeito nocivo para as corridas.

 
Falando num evento em Birmingham, na Inglaterra, o inglês disse também que acredita que o nível de downforce extra e a aderência dentro dos novos parâmetros vão complementar o enorme torque e potência dos motores V6 híbridos, tornando a "F1 mais brutal". 
 
Brundle também entende que voltar a um nível de grande aderência dos pneus e menos desgaste – combinado com uma grande potência – pode potencialmente ter um efeito negativo no que diz respeito às ultrapassagens."Certamente vai ser diferente, e novo carro será brutal", afirmou o britânico. "Em teoria, acho que tomamos o caminho errado em termos de melhorar as corridas. Você ouve histórias de que algumas curvas serão como retas. Eu me lembro de quando pilotei o Red Bull com difusor soprado. Essa coisa não se movia muito em algumas curvas, era facilmente pé embaixo", completou.
Lewis Hamilton testa carro já com os pneus mais largos e maior downforce (Foto: Reprodução/Pirelli)

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"Com a grande quantidade de potência e torque que os carros atuais têm, embora eles não soem muito bem, são motores incríveis, com enorme força. Mas colocar isso em um carro com muito mais downforce e pneus 25% maiores, acho que será um monstro para pilotar. Se vamos ter corridas melhores, agora temos de esperar para descobrir", emendou o ex-piloto.

BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA

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"As distâncias de frenagens também serão menores. Mais aderência significa que podemos frear o carro quatro ou cinco metros mais tarde. E isso também significa que você tem menos oportunidade de ultrapassar. A chave é: será que eles vão conseguir? Este será o teste decisivo e absoluto para saber como as coisas vão funcionar neste ano", encerrou.

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