F1 busca “desconstruir estereótipos” e projeta futuro “mais diverso e inclusivo”

Um esporte mais inclusivo e que possa reunir mais talentos “independentemente do seu gênero ou etnia”. É o que deseja o Liberty Media para o futuro do esporte a motor: “Eliminar sistematicamente as barreiras de entrada, desde a base, no kart, até o grid da F1”, afirmou Chase Carey, que deixou claro que pretende promover uma maior diversidade também nos canais da F1, garantindo “mescla diversa de apresentadores e conteúdo”

Um esporte mais inclusivo e com capacidade de reunir competidores independente do seu gênero ou etnia. É tudo o que deseja o Liberty Media para a F1 do futuro dentro e também fora das pistas. Chase Carey, chefão da principal categoria do automobilismo mundial explicou que pretende “eliminar sistematicamente as barreiras de entrada, desde a base, no kart, até o grid da F1”. 
 
Ao longo de quase 70 anos de história, a F1 teve apenas um piloto negro no grid: Lewis Hamilton, um dos maiores do esporte em todos os tempos e hexacampeão mundial. Há tempos o grid não conta com um piloto nascido na África. O último deles, Jody Scheckter, correu até 1980. E, até hoje, apenas duas mulheres disputaram uma corrida de F1: María Teresa de Filippis, entre 1958 e 1959, e Lella Lombardi — a única da história a pontuar —, entre 1974 e 1976. A italiana Giovanna Amati foi a última a participar de um treino classificatório, mas não conseguiu um lugar no grid de largada.
 
A proposta da F1 para o futuro é eliminar barreiras que impeçam um maior número de competidores de fazer parte do esporte. Chase Carey revelou durante entrevista à revista ‘Motorsport Week’ que o plano é de longo prazo e se estende também às categorias de base que integram o calendário da F1, como a F2 e F3, além do campeonato de eSports. Mas o projeto de inclusão é muito mais abrangente e compreende também profissionais dos canais de F1 que trabalham na transmissão da categoria.
Chase Carey revelou a intenção de fazer da F1 um esporte mais inclusivo (Foto: LAT Photo)
“Estamos comprometidos a construir um esporte mais diverso e inclusivo, desconstruindo os estereótipos associados a uma carreira no automobilismo e incentivando as pessoas de todas as origens a fazer parte”, explicou Carey.
 
“Nosso objetivo é ter uma meritocracia que promova os pilotos mais talentosos à F1, independente do seu gênero ou etnia. Abordar este tema levará tempo, mas não temos dúvidas de que os passos que estamos dando para melhorar a representatividade em nosso negócio vão ter um impacto positivo a longo prazo”, comentou.
 
A intenção de Carey é desenvolver ações para que não apenas a F1, o topo do esporte, seja um esporte mais inclusivo, mas trabalhar para poder oferecer um maior acesso desde o início da trajetória de um piloto que almeja escalar os degraus até o objetivo final. “Promover uma carteira de diversos pilotos talentosos e identificar e eliminar sistematicamente as barreiras de entrada, desde a base, no kart, até o grid da F1”.
 
Por fim, o chefão da F1 explicou que a medida para tornar a F1 mais inclusiva não diz respeito apenas ao que acontece dentro das pistas. O dirigente disse que pretende promover “mescla diversa de apresentadores e conteúdos através dos nossos canais e em nossos eventos ao vivo”.
 
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