F1 cobra investimentos e ameaça pistas clássicas: “Não podem só olhar para trás”

Chefão da F1, Stefano Domenicali voltou a tratar das expectativas de aumento de etapas da categoria, de uma possível ida para a África e deixou claro que pistas clássicas correm, sim, risco de saída do calendário em breve

A F1 parece não ter data para encerrar as cruzadas contra as pistas clássicas. Neste sábado (15), Stefano Domenicali, chefão da categoria, voltou a ameaçar os circuitos tidos como mais tradicionais, cobrando investimentos e explicando que apenas o histórico não vai segurar ninguém em um calendário cada vez mais disputado.

Em meio a novas praças interessadas, ao investimento pesado em corridas nos EUA e no Oriente Médio e no risco que correm pistas como Monza, Mônaco e Spa-Francorchamps, o italiano foi claro: ninguém vai deixar o calendário. Desde que façam movimentações em todas as frentes por evoluções nas etapas e circuitos.

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“Apenas olhar para trás não é algo bom. O futuro parece maravilhoso, precisamos olhar para frente. Ser arrogante e achar que está com o futuro garantido porque a F1 correu lá nos últimos 100 anos, honestamente, não é suficiente”, disse em evento com investidores do Liberty Media.

Domenicali admitiu que as pistas clássicas já não são mais vistas como intocáveis. Aliás, nem precisava falar algo diferente: Alemanha e França, por exemplo, não recebem mais a F1.

O GP da Bélgica é um dos ameaçados pela ‘nova F1’ (Foto: Red Bull Content Pool)

“Está claro que, nos últimos anos, a percepção sobre essas pistas históricas mudou, eles sabem que o cenário é diferente. Não estamos jogando aqui, estamos sendo transparentes: se querem seguir no calendário, precisam fazer as coisas que nós acreditamos que sejam as corretas para as pistas e para a F1”, seguiu.

Focado no recorde de corridas em 2024, o dirigente voltou a colocar a África como prioridade na expansão da categoria. Resta saber se há viabilidade para isso.

“A mistura de continentes que temos hoje parece boa. 24 corridas como estamos esperando para 2024 é o número certo. Mas ainda estamos vendo se conseguimos correr na África, é o continente que nos falta por enquanto”, completou.

Fórmula 1 entrou em um recesso forçado de quatro semanas, por conta do cancelamento do GP da China, e retoma a temporada 2023 entre os dias 28 e 30 de abril, com o GP do Azerbaijão, nas ruas de Baku.

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