F1 deseja novas equipes no grid, mas alerta: “Precisam ser competitivas”

Jean Todt e Chase Carey gostariam de ver novas equipes na Fórmula 1. Porém, não é bom para a categoria ter novas adições que não tenham estabilidade financeira e poder para competir contra o restante do grid

O grid da Fórmula 1 não sofre alterações nos times desde a saída da Manor, ao fim de 2016, e terá a quarta temporada consecutiva com 10 equipes em 2020. O plano da categoria é que novas escuderias entrem no futuro, mas apenas se forem competitivas.
 
Jean Todt, presidente da FIA, falou sobre o desejo de 12 equipes no grid, algo que não acontece desde 2012. Ele voltou a falar que recebe diferentes propostas de novas entradas, mas nenhuma convence a categoria o bastante.
 
"Eu prefiro ter 12 times. Simpatizo com as equipes, mas se você quiser ter 12 times, é claro que eles precisam ter valor. Constantemente aparecem equipes querendo se comprometer, e nunca fomos convencidos pela seriedade deles. Se formos, é um time que pode entrar. Ficaria bem feliz com 12 equipes na F1", disse o presidente ao site ‘Motorsportweek.com’.
Largada em Interlagos para o GP do Brasil de F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Chase Carey, chefão da categoria, afirmou que a prioridade em relação aos times é o equilíbrio. Para ele, não adianta ter novas equipes que vão correr no fundo do grid. O projeto é para ter escuderias financeiramente boas, e que possam ser competitivas.
 
"Acho que nossa prioridade, como disse antes, é ter times bons. Mais qualidade do que quantidade. Para mim, ter um 11º time que fica no fundo da pista não é algo que adiciona ao esporte. Eu quero ter um 11º time, mas quero uma equipe boa e competitiva, que adicione algo. Prefiro ter 12 times bons do que 10 times bons, mas não quero 10 equipes boas e 2 com dificuldades. 12 equipes boas são melhores do que 10 equipes", completou.
 

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