F1 divulga Estatuto de Diversidade e Inclusão em parceria com instituição de Hamilton

A expectativa é ampliar programas que trabalhem a diversidade e a inclusão em todas as áreas de atuações na Fórmula 1. Parceria com instituição de Lewis Hamilton foi firmada em julho deste ano

A Fórmula 1 divulgou nesta terça-feira (26) o novo Estatuto de Diversidade e Inclusão desenvolvido em parceria com a Mission 44, instituição de Lewis Hamilton, e com apoio da Royal Academy of Engineering, sociedade científica do Reino Unido de engenharia. O texto foi aprovado pelas dez equipes do grid, e a expectativa é que o trabalho que já vem sendo realizado na categoria evolua para um grupo de implementação que fornecerá mais iniciativas e projetos para que o local seja mais aberto às minorias.

A união entre a F1 e a Mission 44 foi anunciada em julho deste ano. A ideia era a instituição funcionar como ponte para indicar e proporcionar estágios para jovens que compõem grupos menos favorecidos socialmente. Agora, com o estatuto, a F1 pretende ampliar este trabalho, permeado por compromissos documentados.

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“Como esporte que se orgulha do alto desempenho, a Fórmula 1 reconhece a importância que a diversidade desempenha na introdução de novas perspectivas e ideias e na condução da inovação, cultura e resultados comerciais”, diz o comunicado da classe.

“Embora a F1 seja um ambiente de competição intensa, há um reconhecimento mais amplo de que a inclusão não pode ser alcançada trabalhando sozinho e requer colaboração. O estatuto foi criado para tornar isso uma realidade e produzir resultados positivos duradouros”, salientou. “O esporte está comprometido em criar, apoiar e entregar ações, medidas e resultados para construir um local de trabalho mais diverso e inclusivo”, completou.

Lewis Hamilton criou a Mission 44 (Foto: AFP)

O texto segue lembrando que, nos últimos anos, todas as equipes e demais grupos ligados à F1 implementaram iniciativas para melhorar a diversidade e o acesso ao esporte. “Na Fórmula 1, bolsas de engenharia totalmente financiadas para grupos sub-representados foram introduzidas, programas de aprendizes e estagiários foram criados e a F1 Academy foi lançada, para citar alguns exemplos importantes.”

“O estatuto é um passo importante para concordar com um conjunto de princípios claros para manter o ímpeto e continuar a maximizar a diversidade na Fórmula 1 e define uma abordagem colaborativa para continuar as melhorias nos próximos meses e anos”, destacou.

A carta define como Visão “permitir que qualquer pessoa acesse, contribua e aproveite o automobilismo global”. A Missão, por sua vez, é “identificar e remover barreiras para atrair e reter uma rica diversidade de pessoas em nossos locais de trabalho, melhorando nossas formas de trabalhar e nos envolvendo com as partes interessadas para impulsionar a inovação”.

Foram estabelecidos ainda quatro pilares: Atrair (apoiar iniciativas que buscam atrair grupos sub-representados para o automobilismo), Reter (colocar em prática processos para mitigar preconceitos e criar culturas de inclusão), Criar (ouvir e encorajar todas as perspectivas no design, desenvolvimento e entrega dos produtos e serviços, encorajando a cadeia de suprimentos) e Engajar (comunicar o compromisso do estatuto com stakeholders externos).

CEO da F1, Stefano Domenicali disse que a melhor forma de manter o padrão de elite e inovação da F1 “é acolher a diversidade de pensamento, ideias e experiências”.

“O esporte é extremamente competitivo, e todos nós estamos comprometidos em empregar os melhores talentos. Sabemos pelo relatório da comissão de Hamilton que há oportunidades para trabalharmos coletivamente para encontrar e nutrir esse talento, e mudanças significativas já foram colocadas em prática em todo o esporte”, acrescentou.

“A carta é o próximo marco importante nessa jornada, e todos nós estamos comprometidos em tornar o esporte mais aberto e diverso”, completou Domenicali.

Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, acrescentou: “A diversificação do automobilismo é fundamental para o sucesso contínuo. Ao garantir igualdade de oportunidades para igualdade de talentos, aumentar a acessibilidade e nos unirmos no compromisso de defender esta carta, impulsionaremos a mudança.”

“Esta parceria histórica entre a Fórmula 1, as equipes e a federação significa um curso de ação unido do qual tenho orgulho de fazer parte”, encerrou.

Fórmula 1 volta no Catar, de 29 de novembro a 1º de dezembro, para a disputa da penúltima etapa da temporada 2024.

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