Falhas do motor Renault também interferem na coleta de dados da Pirelli, diz diretor-esportivo

Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli, afirmou que as falhas enfrentadas pelas escuderias equipadas com motores Renault também se refletem nos pneus. A fabricante está tendo dificuldades para entender o comportamento dos compostos

Não são somente as equipes que utilizam os motores da Renault que enfrentam problemas para avaliar seus novos carros devido às falhas de motor, a Pirelli também está em dificuldades para entender o real desempenho dos pneus, especialmente com esses times, na atual pré-temporada da F1.

Nesta quinta-feira (27), novamente Red Bull, Lotus, Toro Rosso e Caterham tiveram algum tipo de contratempo com os motores franceses, o que, segundo o diretor-esportivo da fabricante italiana, Paul Hembery, causa impacto também na interpretação do comportamento dos compostos.

Pirelli se disse satisfeita com comportamento dos novos pneus (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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Para a fornecedora, os dois testes no calor do Bahrein tem ajudado na coleta de informações, muito mais do que houve em Jerez, na Espanha, na primeira semana de treinos coletivos. Mas, mesmo assim, os dados vindos das quatro escuderias equipadas com as unidades de força da Renault ainda são insuficientes.

Questionado se os problemas com os times dificultam um melhor entendimento dos pneus, Hembery admitiu que sim. "Um pouco, porque você não sabe que tipo de comportamento o pneu vai ter nesse chassi depois de uma sequência grande voltas", afirmou o inglês ao site 'Crash.net'.

"Agora, de outro ponto de vista, temos alguns pontos positivos. Quando o carro vai para a pista no fim da tarde, nós já estamos vendo um esfarelamento menor, que era um dos objetivos para este ano, por isso entendo que estamos trilhando um caminho correto", explicou o dirigente.

"É uma daquelas coisas que, quando você está trabalhando apenas um ou dois carros, realmente não consegue ter certeza se tudo realmente está funcionando. Os níveis de desgaste estão bastante reduzidos, mas ainda temos uma degradação térmica, que era já de se esperar devido ao tipo de pista, mas estamos realmente satisfeitos", completou.

O britânico também disse que não há planos para fazer qualquer alteração nos pneus antes da primeira corrida, em Melbourne, no dia 16 de março. "Nada. Estamos felizes, muito felizes mesmo", falou.

"Mas estamos conscientes do fato de que este esporte e os carros podem mudar rapidamente. Até mesmo uma comparação entre as duas baterias de testes aqui em Sakhir vai apontar alterações significativas de desempenho. Portanto, temos de ser pragmáticos e dizer que estamos satisfeitos", encerrou.

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