Drugovich realça gosto por Aston Martin “levá-lo a sério” e Alonso “confiar em feedback”

Em busca de uma vaga no grid da F1 2026, Felipe Drugovich falou sobre o trabalho atual que desempenha na reserva da Aston Martin e também a troca de experiência com Fernando Alonso

Na luta por uma vaga no grid da Fórmula 1 2026, Felipe Drugovich falou sobre o atual papel que desempenha como reserva na Aston Martin e como se sente bem por ver que o time inglês “leva a sério” o trabalho feito no simulador. Além disso, destacou a “confiança” que recebe de Fernando Alonso nas garagens.

Drugovich está na Aston Martin desde o final de 2022, ano que marcou a conquista do título na Fórmula 2. Desde então, já participou de seis sessões de treinos livres em fins de semana da categoria principal, com direito a algumas batidas na trave da estreia — a última foi na Hungria, com o brasileiro escalado para o TL1 de última hora e ficando de sobreaviso por conta de uma lesão muscular de Alonso.

Ao portal húngaro Formula.hu, Drugovich voltou a falar sobre todas as vezes em que ficou no ‘quase’, salientando, contudo, que sempre esteve preparado para correr caso fosse necessário.

“Já estive perto muitas vezes, muito mais vezes do que muitas pessoas imaginam… Não é uma situação muito boa, mas acontece, não posso reclamar. Tenho de encarar como mais uma chance, e estive lá nos treinos livres. Isso por si só já é bom”, começou Felipe.

Felipe Drugovich andou no TL1 do GP da Hungria (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

Na passagem pela Fórmula E no eP de Berlim, Drugovich falou com GRANDE PRÊMIO sobre a acirrada disputa para estar no grid da F1 e reconheceu que o tempo sem correr regularmente pesava contra. Ele reiterou a opinião.

“É obviamente difícil. Tenho alguma experiência em treinos livres e as pessoas dizem que piloto bem depois de algumas sessões. Mas se você não compete o tempo todo, é difícil estar em uma corrida ou sessão de treinos”, apontou.

“Sinto que fiz um bom trabalho e tentei dar o meu melhor para estar pronto se fosse preciso entrar no carro. Também corro em outras categorias, e isso é o mais importante para me manter em forma”, salientou.

Obstáculos à parte, Drugovich hoje é visto como peça importante dentro da Aston Martin por conta do trabalho que desempenha no simulador, e essa confiança traz, em suas palavras, “ótima sensação”.

“O que testo no simulador ou no carro geralmente é levado muito a sério pela equipe, e isso é uma ótima sensação. Não sei exatamente o impacto que tive no desenvolvimento até agora, mas sempre tento fazer o meu melhor pela equipe”, garantiu, destacando, por fim, a relação que possui com o bicampeão.

“É ótimo trabalhar com ele, principalmente porque consigo ver como ele aborda as coisas e aprender. Também recebo dicas — não muitas, mas bastante úteis. Sinto que confia no meu feedback”, frisou.

“Depois dos treinos livres, conversamos muito sobre o carro, e o que senti foi basicamente o mesmo que ele sentiu em relação ao AMR25. Foi definitivamente uma boa confirmação para mim”, concluiu Drugovich.

Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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