Fernandes diz que nunca recebeu um centavo dos compradores da Caterham e que F1 precisa de reformulação
Tony Fernandes novamente usou o Twitter para se defender e disse que nunca recebeu pela venda da Caterham ao grupo suíço Engavest SA. O malaio ainda criticou a F1 e disse que a categoria deveria passar por uma reformulação
Depois de uma semana tumultuada e marcada pela crise em torno da Caterham, o antigo dono da esquadra, Tony Fernandes, usou novamente seu perfil no Twitter, na manhã deste domingo (26), para se defender e disse que nunca recebeu o dinheiro da venda da equipe para o grupo suíço Engavest SA, liderado pelo ex-chefe de equipe da F1 Colin Kolles, que adquiriu o time em julho deste ano.
"Em quatro anos à frente da Caterham, nós pagamos as nossas dívidas na totalidade, tentamos fazer o melhor e construímos uma equipe. Mas resolvemos sair para focar no Queens Park Rangers (time da liga inglesa de futebol)", escreveu o empresário, que também preside a companhia aérea AirAsia.

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"Nós colocamos a equipe à venda. E a Engavest fez uma avaliação completa da empresa e fez uma oferta baseada nas finanças. Nós aceitamos a proposta, mas nunca recebemos um centavo da Engavest. Nós vimos nossos ativos serem tomados. Tive de parar", completou o executivo.
Fernandes ainda fez uma crítica à F1. "Bernie Ecclestone faz um trabalho incrível, mas é preciso também reformular esse esporte, que é fantástico. Um bom líder sabe a hora de partir. E, por isso, deixar a Caterham. Amo o QPR e aAir Asia, mas o mesmo deve acontecer com o tempo", acrescentou Tony.
Por fim, o malaio ainda confirmou o fim dos investimentos na GP2 e na Moto2. "Uma última coisa. Vendemos a equipe da GP2 e da Moto2. Sem nenhum problema adicional", encerrou o empresário.
No início desta semana, a Caterham Sports Limited (CSL), que presta serviço para a 1 Malaysia Racing Team (1MRT), companhia malaia que ainda opera a equipe da Caterham na F1, sofreu uma intervenção judicial e passou para as mãos de administradores. Essa mesma chefia agora comanda a equipe do Mundial e tenta no momento vender o time, como forma de garantir a sobrevivência da empresa. A esquadra não vai às corridas nos EUA e no Brasil, as próximas do calendário.
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