Alonso dispara contra circuito de Las Vegas: “Está no limite de ser inseguro”

Fernando Alonso criticou duramente as condições do asfalto e pediu reflexão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre posição do GP de Las Vegas no calendário

Fernando Alonso não economizou palavras ao avaliar o GP de Las Vegas. Após terminar somente no 13º lugar — que virou 11º após as desclassificações de Lando Norris e Oscar Piastri —, o bicampeão disparou contra o asfalto do circuito urbano e classificou as condições como “no limite do inseguro”, além de questionar a escolha da etapa para o fim de novembro e a proximidade com o GP do Catar.

Alonso largou em sétimo após uma ótima classificação na chuva, mas viu a Aston Martin retornar ao padrão em condições de pista seca. Perdeu posições já na curva 1 e, ao longo da prova, ainda foi ultrapassado por rivais que postergaram paradas e pelos dois carros da Haas, encerrando uma corrida sem ritmo.

“Não tínhamos velocidade. Já tinha sido muito complicado nos treinos livres e, tirando a classificação na chuva, nunca fomos rápidos o suficiente para merecer pontos. Faltava velocidade de reta, era difícil brigar. Voltamos a tentar na próxima semana”, explicou.

“Minha largada foi boa, mas o Lawson veio por dentro e tirou Piastri, Leclerc e eu da pista. Não sei se investigaram. O carro estava inteiro, mas o ritmo simplesmente não existia”, seguiu.

Alonso, porém, guardou suas críticas mais fortes para o circuito. O espanhol afirmou que o asfalto de Las Vegas não atende aos padrões mínimos da Fórmula 1 e que a aderência extremamente baixa coloca os pilotos em risco.

“O circuito é divertido por ser rápido, mas o tipo de asfalto não cumpre os padrões da F1. É muito escorregadio, não conseguimos colocar os pneus na temperatura certa, não há aderência e é extremamente ondulado. Está no limite de ser inseguro correr aqui. Para o futuro, temos de conversar com a FIA sobre o que é aceitável”, criticou.

Por fim, também questionou a lógica de realizar uma corrida em Las Vegas tão tarde na temporada, somente sete dias antes da etapa do Catar. Reforçou que entende os motivos comerciais, mas pediu uma reflexão.

“A posição no calendário é muito difícil para nós. Tem diferença de horário grande, viagens longas, corremos no Brasil há duas semanas e agora vamos direto para o Catar com 17 horas de voo e 13 horas de fuso. Nenhum outro esporte no mundo aceitaria algo assim”, disparou.

“Dizem que fazemos isso porque é o fim de semana mais tranquilo de Las Vegas, antes do Dia de Ação de Graças. Se for assim, deveríamos correr Mônaco em fevereiro porque também é mais tranquilo. Há coisas que precisamos pensar”, concluiu.

Fórmula 1 volta já no próximo fim de semana, de 28 a 30 de novembro, com o GP do Catar, penúltimo da temporada 2025.

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