Ferrari dá de ombros para diretiva das asas flexíveis: “Faz mais diferença entender pneus”

Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur minimizou o efeito da diretiva da asa flexível na performance do carro e afirmou que a gestão dos pneus é ainda o ponto mais importante

A diretiva das asas flexíveis deu o que falar no fim de semana do GP da Espanha, sobretudo pelo não efeito causado na McLaren, que anotou uma dobradinha contundente. Foi por essa e outras razões que o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, afirmou que faz muito mais diferença “entender como usar bem os pneus” na temporada 2025 da Fórmula 1.

Todos já sabiam que a etapa na Catalunha marcaria a introdução da diretiva para conter a flexibilidade das asas dianteiras, portanto a Ferrari foi uma das equipes que tiveram de se adequar à regra e levou uma peça totalmente modificada. Na prática, no entanto, Vasseur viu pouca mudança em termos de performance.

“Se olharmos para a McLaren, eles ainda estão de 0s2 a 0s3 à frente, mas atrás, mesmo que essa mudança tenha custado apenas 0s1, é algo que pode valer mais do que uma posição”, começou Vasseur. “Olhando para a corrida, depois de 14 voltas, estávamos a apenas 5s, e, no final, não estávamos tão longe, certamente em uma situação melhor do que Miami”, avaliou.

Em seguida, Frédéric comentou a fala de Lewis Hamilton sobre a mudança nas asas ser um “desperdício de dinheiro”.

Frédéric Vasseur avaliou a diretiva das asas flexíveis e minimizou o efeito na performance (Foto: AFP)

“O valor depende se a equipe produz a asa inteira internamente ou se compra elementos, e também quais são mudanças. Ainda tínhamos de introduzir uma nova asa e a trouxemos para cá, então diria que a diretiva não foi um grande problema para a Ferrari”, afirmou.

Barcelona, aliás, trouxe um desenho tático interessante, e a Ferrari apostou alto ao sacrificar a classificação em nome de pneus novos para a corrida. Charles Leclerc largou apenas em sétimo, mas conseguiu achar bom ritmo e ainda contou com o safety-car nas voltas finais para subir ao pódio.

“Acho que faz mais diferença entender como usar bem os pneus em vez da asa flexível”, pontuou o líder do time Maranello. Este tem sido um desafio, principalmente em classificação, já que a SF-25 precisa de mais voltas para atingir a janela ideal de performance dos pneus macios.

“Quando se fala em pneus, é preciso ter humildade e entender que todo fim de semana começa do zero. Os compostos, o asfalto, as temperaturas mudam, e o que você achou que funcionou antes, pode não funcionar. Temos de melhorar cada vez mais. A gestão dos pneus, na classificação e na corrida, pode fazer a diferença, especialmente contra a Red Bull e a Mercedes”, encerrou.

Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.

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