Ferrari diz que ainda é “cedo o suficiente” para fazer alterações na regra de motores de 2026

Mas antes de fazer qualquer mudança, Ferrari entende que é preciso conhecer o regulamentos dos carros, e projetar uma velocidade estimada a ser alcançada com a nova configuração

A Ferrari saiu em defesa da Red Bull em relação a possíveis mudanças no regulamento técnico de motores da Fórmula 1, previsto para entrar em vigor a partir de 2026. A discussão em volta da nova unidade de potência voltou a ser pauta no segmento, depois de Max Verstappen e a Red Bull alertarem que os dados do simulador a respeito do novo propulsor são “bem terríveis”. De acordo com Frédéric Vasseur, chefe da equipe italiana, ainda há tempo hábil para fazer pequenos ajustes nas regras.

A partir de 2026, os motores terão a parte elétrica ampliada, na mesma proporção que o motor a combustão interna (ICE). Hoje, essa relação é de 80% – 20%. Ademais, os propulsores  vão ser preparados para funcionar com combustível 100% sustentável. A reclamação da Red Bull envolve, principalmente, a parte elétrica, e, por isso, sugeriu que uma pequena mudança fosse realizada. A iniciativa, no entanto, foi imediatamente recusada pela Mercedes.

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Ferrari acredita que a proporção de influência do motor elétrico pode ser levemente reduzida (Foto: Ferrari)

A Ferrari, por sua vez, decidiu ser um pouco mais racional, entendeu o ponto levantado pelos taurinos, e até concorda que pode haver pequenas mudanças no regulamento. Porém, existem inúmeros fatores que devem ser discutidos antes de tomar a decisão. Principalmente porque a regulamentação dos carros para 2026 também não foi finalizada.

“Primeiro, acho que o mais importante é concordar sobre o que poderia ser o traçado de velocidade [uma simulação precisa do desempenho de 2026]. Não sabemos o tamanho dos pneus, nem sobre a aderência. Não sabemos sobre o nível de downforce. Não sabemos sobre o nível de arrasto. Não sabemos quanto DRS. Estamos tentando apontar uma velocidade, quando ainda não sabemos praticamente nada”, apontou Vasseur.

O dirigente da Ferrari ainda apontou que, mudar a relação ICE/elétrico de 50/50 para 55/45 pode ter uma diferença significativa.

“O impacto na velocidade de mais ou menos 5% da energia vinda do ICE é enorme. Mas não precisamos voltar aos 20% [elétricos, conforme as regras atuais]. É por isso que temos que sentar juntos para tentar mostrar que este está certo, este está errado, e tentar construir algo juntos. Quero ser otimista, mas, se preciso, é cedo o suficiente para fazer uma pequena mudança”, finalizou Frédéric.

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