Ferrari evita frenesi e foca em evolução na F1: “Se achar que está bem, está morto”

Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur disse que equipe precisa continuar trabalhando e não pode se animar demais com a segunda vitória da temporada, em Mônaco

Depois de conquistar a segunda vitória na temporada 2024 da Fórmula 1, o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, afirmou que a equipe não pode se dar por satisfeita e precisa seguir trabalhando para evoluir cada vez mais na temporada. Após Carlos Sainz subir ao lugar mais alto do pódio na Austrália, Charles Leclerc venceu pela primeira vez na carreira em Mônaco, mas o francês evitou se animar — segundo ele, quando alguém se dá por satisfeito na disputa da categoria, “é o começo do fim”.

“Se você começar a achar que está em boa forma, está morto”, disse Vasseur à mídia italiana. “Significa que precisamos manter a mesma abordagem e fazer evoluções contínuas, departamento por departamento, em cada uma das áreas. Isso inclui pilotos, pit-wall e tudo mais. Mesmo quando você está fazendo um bom trabalho, precisa fazer um trabalho melhor ainda na semana seguinte”, afirmou.

“Se você começar a se convencer de que o que está fazendo é o suficiente, é o começo do fim. Em cada área, precisamos forçar os limites sempre um pouco mais”, pontuou o francês.

Vasseur ressaltou a forte concorrência do campeonato atual, que já teve vitórias de Red Bull, Ferrari e McLaren, e afirmou que as performances podem variar bastante de um fim de semana para o outro. Para o dirigente, é um erro pensar no que pode acontecer ao fim do campeonato.

Leclerc venceu a segunda da Ferrari na temporada (Foto: Pirelli)

“Seria um erro pensar demais no futuro a longo prazo. Temos um campeonato muito animado, com três times lutando uns contra os outros, com cinco ou seis carros capazes de lutar pela pole. Sabemos que, de um fim de semana para o outro, você pode sair do primeiro para o sexto lugar, como aconteceu com Max [Verstappen] no último fim de semana”, analisou.

“E seria um erro, estrategicamente falando, pensar sobre o que vai acontecer no fim do campeonato. Precisamos nos focar na próxima corrida, no Canadá, no desenvolvimento e em tirar o máximo do que temos. Precisamos fazer um bom trabalho e, então, veremos o que vai acontecer no fim”, comentou.

O chefe ferrarista ainda evitou puxar para si a os elogios pelo crescimento da equipe, mas disse que consegue sentir um nível maior de confiança em todos. Isso inclui até Leclerc, que enfim conseguiu quebrar um longo jejum e venceu pela primeira vez sua corrida de casa, nas ruas de Monte Carlo.

Antes de Leclerc, Sainz venceu na Austrália (Foto: AFP)

“Para a equipe, é uma confirmação do fato de que estamos avançando na direção certa. Isso está deixando as pessoas mais confiantes. Não sei se deveria estar orgulhoso de algo, mas o sentimento é de que posso sentir confiança na equipe, no humor e na capacidade de correr riscos”, avaliou.

“Acho que isso também pode ajudar Charles [Leclerc] em sua confiança, porque ele estava esperando por anos para vencer em Mônaco e ainda passou um ano e meio sem uma vitória [na F1]”, destacou.

Ao falar sobre Sainz, Vasseur rasgou elogios ao espanhol e destacou que a competitividade do piloto segue em alta mesmo após a confirmação de sua saída da Ferrari ao fim do ano. O francês disse que a mentalidade de Carlos segue intacta, mesmo que o piloto não tenha ficado feliz com a contratação de Lewis Hamilton para o seu lugar.

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Frédéric Vasseur é o chefão da Ferrari (Foto: Ferrari)

“Ele tem exatamente a mesma mentalidade desde que lançamos o carro, em fevereiro”, explicou. “A primeira reação dele [após a confirmação de Hamilton] foi: ‘é uma decisão dura, mas vamos forçar até a última curva da última volta da temporada’. Ele é um baita profissional, totalmente comprometido, e está fazendo um grande trabalho. Estou convencido de que vai continuar assim até o fim. Estou muito feliz com Carlos [Sainz]”, elogiou.

Por fim, Vasseur disse que um de seus focos ao discursar para os funcionários da equipe em Maranello foi fazer com que todos se sintam responsáveis pelas vitórias da equipe. Na visão do francês, todos os cargos têm sua parcela de importância no rendimento final do carro na pista, não apenas os funcionários de alto escalão.

“Disse à equipe que cada um dos membros é um possível diferencial em performance. Todos na empresa estão desempenhando um papel, e não é apenas sobre o chefe de aerodinâmica ou o engenheiro-chefe. A performance vem de todos, também em termos de acelerar a produção ou a qualidade”, comentou Vasseur.

Charles Leclerc liderou do início ao fim em Mônaco (Foto: Ferrari)

“Disse a eles que são os donos dos resultados quando estes não são bons, mas também são os donos dos resultados quando estamos vencendo. Tanto quanto de todo mundo, o troféu também é deles”, finalizou o chefe da Ferrari.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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