Ferrari instaura ‘política do silêncio’, e faz pilotos se calarem nos dois primeiros dias de testes em Barcelona

A Ferrari optou por uma programação da imprensa diferente. Querendo afastar a pressão e cobrança por resultados imediatos, a equipe italiana decidiu que Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen só vão falar depois da primeira experiência com a nova SF70H. A medida irritou os jornalistas italianos em Barcelona

 

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A Ferrari quer afastar qualquer tipo de pressão neste início de pré-temporada da F1 em Barcelona. A equipe italiana vem se cercando de todas as formas para assegurar um ambiente tranquilo e sereno, sem cobranças e explicações à imprensa, por isso evitou qualquer entrevista coletiva de Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen nestes primeiros dois dias de atividades na Catalunha.

 
A dupla só vai falar depois de uma primeira experiência completa com o novo carro. O objetivo é focar no trabalho de desenvolvimento do modelo deste ano, que guarda a esperança ferrarista de finalmente entrar na briga com a Mercedes e com a Red Bull pelo campeonato. 
 
A ideia também evitar o erro cometido no ano passado, quando o time fez uma análise equívoca de seu nível de competividade, ao dizer, após a pré-temporada, que estava pronta para lutar com a esquadra prateada. A declaração foi até citada pelo presidente da marca vermelha, Sergio Marchionne, durante a festa de fim de ano, como um dos erros da temporada 2016.
Ferrari é a equipe com menos entrevistas: apenas duas, uma de cada piloto

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Agora, o time de Maranello se revela cauteloso, especialmente em um momento que mostra na pista que pode ter acertado a mão do projeto 2017, aproveitando a enorme mudança no regulamento técnico da F1

 
Só que a medida não foi bem vista pelos jornalistas italianos em Barcelona, que criticaram duramente a equipe pelo ‘silêncio’ de seus pilotos e dirigentes. O La Gazzetta dello Sport citou "low profile é aceitável, mas não um completo silêncio". Já o 'la Repubblica' foi ainda mais incisivo e escreveu: "Iniciar a temporada em completo blecaute é um absurdo. O low profile solicitado por Marchionne é uma coisa, mas negligência é outra."
 
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