Ferrari diz que França “não saiu como planejado” e mira “dobradinha na Hungria”

Mattia Binotto, chefe da Ferrari, se explicou bastante ao final do GP da França, mas apesar dos pontos perdidos, ficou satisfeito em ver que a F1-75 é competitiva

E mais uma vez, deu tudo errado para a Ferrari num fim de semana na temporada 2022 da Fórmula 1. Como se não bastasse o erro de Charles Leclerc, que o levou a abandonar a corrida deste domingo (24), em Paul Ricard, a equipe não se entendeu na estratégia com Carlos Sainz — que mesmo largando em último e ainda tendo de pagar 5s de punição na prova, fez uma excelente corrida e chegou a brigar pelo pódio, mas terminou apenas em quinto.

No fim, a Ferrari viu a rival Red Bull se distanciar ainda mais na classificação: agora são 396 pontos dos taurinos contra 314 da equipe de Maranello. Mas ainda que o título pareça cada vez mais distante, Mattia Binotto olhou para os fatores positivos e tem certeza de que, na Hungria, será muito diferente.

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Carlos Sainz lutou, lutou, mas teve de parar no fim e ficou fora do pódio (Foto: Ferrari)

“As coisas não saíram como planejado, mas acho que tivemos um bom desempenho com o gerenciamento de pneus comparado com o desgaste dos da Red Bull”, avaliou o chefe da Ferrari. “Após 15 voltas, Charles estava ganhando alguns décimos em relação a Max, mas parou cedo. Teríamos estendido o stint”, acrescentou, referindo-se ao abandono do monegasco.

Sobre o fato, aliás, o próprio Leclerc isentou a equipe de culpa, dizendo que os 25 pontos perdidos estavam na sua conta. Mas Binotto retribuiu a gentileza e lembrou que a própria Ferrari já teve outros problemas em 2022 que não foram responsabilidade do #16. “Perdemos pontos de várias formas [quebras etc], não foi apenas o erro de hoje. Charles é um campeão que ninguém jamais questionará. Ele está com os engenheiros, e temos um carro muito competitivo.”

“Eu disse a Charles, nós dificultamos a nossa vida, mas acho que vamos aproveitar mais no futuro. Foi um genuíno erro de piloto. Quando ele tentou sair da barreira de pneus, tínhamos uma estratégia. De alguma forma, o acelerador não estava respondendo, mas não teve nada a ver com o erro”, continuou Binotto.

Com Leclerc fora, a Ferrari passou a contar com Sainz para marcar o máximo de pontos possíveis na França. Só que esbarrou na própria estratégia, chamando o piloto aos boxes para uma nova troca no final quando ele finalmente havia passado Sergio Pérez na briga pelo terceiro lugar.

Binotto garantiu que a decisão da Ferrari foi acertada, uma vez que Sainz estava com pneus médios e provavelmente não chegaria ao final da corrida com o mesmo jogo. “Ele tinha pouco tempo de vida útil [com os compostos médios] e seria arriscado ir até o fim. Nós não achamos que ele teria ritmo para abrir 5s. Ele tinha uma punição de 5s a pagar, e por parar, ele ainda fez a volta mais rápida, o que é um ponto, sem dúvida.”

“Há coisas para melhorar e aprender. Nossa abordagem é essa, passo a passo, acho que estamos progredindo e nos tornando melhores. Provamos hoje com os nossos pilotos que temos um carro muito rápido e competitivo, e já estamos olhando para a Hungria. Podemos fazer dobradinha lá e focar em nosso próximo resultado”, garantiu o italiano, dizendo que a Ferrari vai para as corridas disposta a desafiar a Red Bull. E ele ainda cravou: “Podemos tentar vencer todas as corridas daqui em diante e desafiá-los.”

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