FIA anuncia medidas para diminuir quiques na F1 e determina limite de oscilação vertical

A Federação Internacional de Automobilismo divulgou um comunicado nesta quinta-feira (16), no qual indica que vai implementar um limite de oscilações para tentar controlar o quique dos carros e não afetar saúde dos pilotos na F1

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A FIA estabeleceu uma nova diretriz técnica em relação aos quiques dos carros da Fórmula 1 em 2022, determinando limites para as oscilações verticais dos monopostos na pista — fenômeno conhecido como porpoising. De acordo com comunicado divulgado pela entidade, a parte de baixo dos carros — que conta com o assoalho e a prancha de derrapagem, entre outras peças — será vistoriada antes das atividades.

Não ficou claro, no entanto, qual será o limite estabelecido pela entidade. No mesmo comunicado, a FIA indica que vai trabalhar junto às equipes para definir como essa “fórmula matemática” será calculada. Por fim, a organização ainda afirmou que tomou a atitude visando ao bem-estar dos pilotos, que têm reclamado das fortes consequências físicas causadas pelo fenômeno.

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Um dos principais exemplos foi Lewis Hamilton, que apresentou muitas dificuldades de sair do carro após o GP do Azerbaijão, corrida em que o quique da Mercedes foi ainda mais forte do que o normal — Baku conta com a maior reta do calendário, com mais de 2 km de extensão.

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Lewis Hamilton se queixou de dores nas costas após o GP do Azerbaijão (Foto: Mercedes/LAT Images)

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A volta do efeito-solo permitiu a aparição do problema, que não foi identificado por nenhuma das equipes nos trabalhos feitos nos simuladores antes da temporada começar. Com os monopostos mais baixos, a pressão aerodinâmica que passa por baixo do assoalho puxa o carro em direção ao solo — e neste momento ele bate e volta, iniciando uma sequência repetitiva de batidas no chão que afetam diretamente a pilotagem.

Confira o comunicado da FIA na íntegra:

“Após a oitava rodada do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA deste ano, durante a qual o fenômeno das oscilações aerodinâmicas (“porpoising”) da nova geração de carros de Fórmula 1 e o efeito disso durante e após a corrida na condição física dos pilotos voltou a ser visível, a FIA, enquanto entidade dirigente da modalidade, decidiu que, no interesse da segurança, é necessário intervir para exigir que as equipas façam os ajustes necessários para reduzir ou eliminar este fenômeno.

Uma Diretiva Técnica foi emitida para orientar as equipes sobre as medidas que a FIA pretende tomar para enfrentar o problema. Esses incluem:

1 – Escrutínio mais minucioso das pranchas e patins, tanto em termos de design quanto de desgaste.

2 – A definição de uma métrica, baseada na aceleração vertical do carro, que dará um limite quantitativo para o nível aceitável de oscilações verticais. A fórmula matemática exata para esta métrica ainda está sendo analisada pela FIA, e as equipes de Fórmula 1 foram convidadas a contribuir para este processo.

Além dessas medidas de curto prazo, a FIA convocará uma reunião técnica com as equipes para definir medidas que reduzam a propensão dos carros a apresentarem tais fenômenos no médio prazo.

A FIA decidiu intervir após consultar seus médicos no interesse da segurança dos pilotos. Em um esporte em que os competidores dirigem rotineiramente a velocidades superiores a 300 km/h, considera-se que toda a concentração de um piloto precisa estar voltada para aquela tarefa e que a fadiga ou dor excessiva sentida por um piloto pode ter consequências significativas caso resulte em perda de concentração. Além disso, a FIA tem preocupações em relação ao impacto físico imediato na saúde dos pilotos, vários dos quais relataram dores nas costas após eventos recentes.”

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