FIA destaca unanimidade e diz que mudanças da F1 2026 “não são uma revolução”

Diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis reiterou que houve unanimidade nas alterações do regulamento da F1 2026 e ressaltou que a abordagem foi de evolução, não de revolução

Diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis entrou em detalhes sobre as mudanças no regulamento da Fórmula 1 2026 e garantiu que houve unanimidade em todos os aspectos. O dirigente também ressaltou que a abordagem foi de evolução e não uma revolução e, por isso, ainda há muita margem para melhora.

Após inúmeras críticas dos pilotos e do público, a FIA aproveitou o hiato provocado pelo adiamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita para realizar reuniões com o objetivo de alterar o regulamento antes do GP de Miami, que será disputado no início de maio.

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O tema ganhou força após as primeiras corridas da temporada, que expuseram desafios ligados à gestão de energia, segurança e dinâmica de corrida. Entre os pontos de preocupação está o uso excessivo de lift and coast, que pode gerar grandes diferenças de velocidade entre carros em pista e pôr em risco a segurança dos pilotos. Um exemplo citado foi o acidente de Oliver Bearman em Suzuka, ao tentar evitar o carro muito mais lento de Franco Colapinto.

“Houve unanimidade geral em todos os aspectos, o que ajudará os pilotos a se concentrarem na pilotagem e a se esforçarem ao máximo na classificação. Os pilotos vão forçar mais no sábado, vocês sentirão isso observando as câmeras onboard e ouvindo o som do motor. Além disso, o tipo de problema que vimos com o acidente de Bearman em Suzuka deverá ser essencialmente evitado na próxima corrida”, declarou o dirigente da FIA.

A F1 prepara mudanças para melhorar o regulamento de 2026 (Foto: Red Bull Content Pool)

Por outro lado, Tombazis admitiu que ainda levará tempo até otimizarem os problemas na largada. “Em relação aos riscos nas largadas, provavelmente serão necessárias duas ou três corridas para implementar as mudanças. Faremos alguns testes em Miami e no Canadá, mas basicamente teremos uma rede de segurança”, reconheceu.

“Portanto, se for detectado que um carro tem uma largada extremamente problemática, o sistema elétrico será ativado e assumirá o controle, garantindo que o piloto largue com segurança para evitar problemas para os carros que vêm atrás”, explicou.

Tombazis ressaltou que o regulamento de 2026 foi uma das maiores da história do esporte e sabia que teria desafios pela frente. E também ressaltou que as primeiras corridas foram emocionantes, mas que houve alguns momentos em que uma intervenção se tornou necessária.

“Este regulamento de 2026 representa uma das maiores mudanças que a Fórmula 1 já teve na história e foi crucial para manter a relevância tecnológica diante da crescente eletrificação e outros fatores. Sabíamos desde o início que ele apresentaria desafios e sempre dissemos que o revisaríamos após as primeiras corridas”, salientou.

Nikolas Tombazis defendeu eletrificação na F1 (Foto: Audi)

“As primeiras corridas correram muito bem em muitos aspectos: foram emocionantes, disputadas e com muitas ultrapassagens, mas certamente também houve situações em que foi necessário intervir. Portanto, a abordagem que adotamos foi de evolução e aprimoramento, não de revolução”, enfatizou.

“Além do voto positivo e unânime a favor dessas alterações, acredito que a maioria dos fabricantes de unidades de potência e das equipes tenha manifestado apoio à FIA e gratidão por todo o trabalho que realizamos. Acho que o mesmo vale para os pilotos, que se sentiram muito envolvidos nesse processo. Agora, esperamos que os fãs sintam o mesmo”, destacou.

Por fim, o dirigente da FIA garantiu o trabalho não está terminado e que mudanças futuras no regulamento podem acontecer, caso se tornem necessárias.

“Ainda estamos nos familiarizando com esse regulamento — não é como se o trabalho estivesse concluído e pudéssemos sair de férias. Continuaremos monitorando, revisando e analisando a situação: se forem necessárias medidas adicionais, não hesitaremos em adotá-las”, completou.

GP de Miami será o primeiro após as mudanças no regulamento (Foto: Ferrari)

As alterações, que já passam a valer a partir do GP de Miami, englobam redução da recuperação de energia para 7 MJ e potência máxima do Boost limitada a +150 kW. Além disso, também haverá mudanças no sistema de largada e em condições de pista molhada.

Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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