FIA diz que não concedeu permissão à Mercedes para usar carro de 2013 no teste secreto com Pirelli

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) insistiu em dizer que não deu nenhuma permissão para Mercedes ou Pirelli testassem com o carro de 2013. O treino extra aconteceu em maio e a conduta de ambas está sendo julgada nesta quinta-feira (20) pelo Tribunal Internacional da entidade

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) insistiu em dizer nesta quinta-feira (20) que nunca concedeu uma permissão oficial para que Mercedes e Pirelli utilizassem o carro de 2013 no teste que ambas realizaram no circuito de Barcelona, logo após o GP espanhol, entre os dias 15 e 17 de maio. O caso está sendo julgado hoje pelo Tribunal Internacional da entidade.

Além disso, a federação máxima alegou que qualquer indicação de aprovação feita por Charlie Whiting, delegado da FIA, é "irrelevante". A questão chave do episódio é entender se a equipe alemã violou as regras da F1, que proíbem testes ao longo do campeonato, mas que permitem que a fornecedora de pneus realize treinos de 1.000 km com as equipes. O Regulamento Esportivo, entretanto, não aceita atividades extras com o uso dos modelos atuais e pilotos titulares.

Mercedes questionou FIA sobre teste (Foto: Getty Images)

O representante legal da FIA, Mark Howard, deixou claro que só o Conselho Mundial do Esporte a Motor tem poder para alterar as regras. "Se Whiting concedeu ou não a permissão, é irrelevante, porque o teste, no que diz respeito ao artigo 22 do Regulamento, é uma violação, exceto se uma mudança tenha sido feita pelo Conselho Mundial", afirmou.

Howard também revelou que Whiting recebeu um telefonema do gerente da Mercedes, Ron Meadows, em 2 de maio, perguntando sobre a possibilidade de se testar com um carro de 2013. Ross Brawn acompanhou a conversa. "Para Whiting foi feita uma pergunta geral, sem nada específico. A questão geral foi sobre a possibilidade do uso de um carro de 2013", disse o defensor. "E a resposta preliminar era de que tal teste teria relação com o artigo 22, mas que, se tratando de um propósito da Pirelli em testar pneus, ele iria verificar."

O delegado da FIA, ainda segundo Howard, enviou um e-mail para o advogado da entidade máxima, Sebastian Bernard, para entender a situação jurídica do caso e foi informado de que tal situação poderia ser possível, mas que estaria sujeita a um convite da Pirelli para todas as equipes.

Howard afirmou que Whiting informou Brawn da posição da FIA, mas reiterou que não era uma posição vinculativa. "Esta comunicação não foi um acordo com a FIA. Na verdade, não passou de uma interpretação de Whiting e Bernard do artigo 22 do regulamento", completou o advogado.

A FIA argumenta também que as equipes rivais não foram convidadas a participar dos testes em Barcelona, utilizando os carros atuais após as conversas com Whitting, embora a Pirelli já tivesse falado com alguns times sobre a possibilidade de testar.

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