FIA marca audiência para ouvir Ferrari sobre pedido de revisão da punição a Sainz

A FIA anunciou nesta sexta-feira (14) que vai ouvir a Ferrari no dia 18 de abril. A equipe italiana fez um pedido de revisão da punição dada a Carlos Sainz no GP da Austrália, mas terá de provar que possui um elemento novo

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou nesta sexta-feira (14) que vai realizar uma audiência para ouvir a Ferrari sobre a punição dada a Carlos Sainz no GP da Austrália. A equipe italiana fez um pedido de revisão da sanção, alegando que recebeu um “tratamento diferente” durante a decisão dos comissários de prova, em Melbourne. O encontro virtual vai acontecer no dia 18 de abril, a partir das 4h (de Brasília).

A caótica corrida no Albert Park teve três bandeiras vermelhas e a bandeirada sendo dada ao vencedor Max Verstappen imediatamente após o safety-car deixar a pista. Na segunda interrupção, causada por uma batida de Kevin Magnussen no muro, a direção de prova optou pela relargada parada a três voltas do fim, e o que se viu foi uma sequência de acidentes que tirou quatro carros da prova.

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A Ferrari de Sainz acabou colidindo com o Aston Martin de Fernando Alonso no meio da confusão e por pouco não tirou o compatriota da corrida. Mais atrás, Pierre Gasly acertou em cheio o companheiro de equipe, Esteban Ocon, e ainda teve enrosco entre Logan Sargeant e Nyck de Vries. Todos os incidentes foram investigados, mas apenas o #55 foi punido antes mesmo do fim da prova.

Carlos tomou uma sanção de 5s, o que o fez perder o quarto lugar. Na classificação final, o piloto apareceu em 12º. A Ferrari se queixou da forma como a punição foi dada, afirmando que Sainz não foi ouvido.

Relargada caótica do GP da Austrália teve quatro abandonos e muita confusão no fim (Vídeo: Sky F1)

Agora, a entidade que gere o esporte confirmou que a equipe italiana “apresentou um pedido, com base no artigo 14 do Código Esportivo Internacional, solicitando uma revisão da decisão dos comissários”. A audiência tem como objetivo verificar que se Ferrari identificou “um novo elemento significativo e relevante”, para que a punição seja revista.

Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur já havia manifestado a insatisfação com a punição e o desejo de revisar o veredito dos comissários de prova. “A única coisa é que em relação ao incidente Gasly/Ocon e, claro, Sargeant/De Vries na curva 1, a reação dos comissários não foi a mesma. Primeiro, eles terão de olhar nossa petição para ver se poderão reabrir o caso. Então teremos uma segunda audiência um pouco mais tarde, com os mesmos comissários ou com os da próxima reunião, com a decisão em si”, disse o francês.

“Esperamos que, pelo menos, o caso seja discutido e que, pelo bem do esporte, esse tipo de decisão seja evitada quando houver três casos na mesma curva, porém não o mesmo julgamento”, frisou Vasseur, que continuou: “A maior frustração partiu de Carlos, você o ouviu pelo rádio. Ele não foi ouvido.”

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“Foi um caso muito especial. E acho que teria feito mais sentido uma reunião, considerando que a corrida acabou e [o incidente] não afetou o pódio, como aconteceu com Gasly e Ocon [que foram chamados pelos comissários para esclarecimentos]”, seguiu.

“Cabe aos comissários [dizer] qual é a punição certa, mas, para mim, para a equipe, ao menos por Carlos, reabrir a discussão é o primeiro passo. O resultado dependerá da FIA. Temos nossos argumentos, mas iremos revelá-los para a FIA. Sem dúvida, esperamos que a decisão seja revista e não seja a mesma”, salientou o dirigente da Ferrari.

O próprio Alonso, que foi a parte afetada no incidente com Sainz, considerou a sanção “severa demais”. Vasseur evitou apontar para culpados, mas pontuou que há sempre duas versões em acidentes de pista, por isso entende que o trabalho dos comissários não é tão simples.

“Não é um trabalho fácil. E também é difícil tomar uma decisão com a corrida ainda em curso. Sempre pedimos por decisões durante a corrida. Esse caso foi um pouco particular, com três bandeiras vermelhas, duas largadas, com a última uma volta atrás do safety-car. É daí que vem a frustração, pois tivemos a sensação de que o incidente entre Ocon e Gasly foi tratado de forma diferente”, ressaltou.

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