FIA rejeita críticas a calendário longo da F1 e diz: “Somos abençoados”

Jean Todt reconhece que o trabalho pode ser árduo em uma F1 de calendários cada vez mais longos, mas não concorda com críticas ao objetivo de 25 provas por ano. O dirigente vê a chance de trabalhar no esporte como uma benção

Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), não está preocupado com o crescente calendário da Fórmula 1. O dirigente francês, parte do projeto que visa levar a categoria ao total de 25 provas por ano, acredita que a expansão tem seu lado positivo. É que aqueles que trabalham com o esporte e são apaixonados por ele são, na verdade, "abençoados" por ter a oportunidade de se dedicar ao campeonato.
 
"Acho que vai ser um longo processo antes de nos aproximarmos das 25 corridas", destacou Todt. "Provavelmente há muita ênfase nas especulações sobre 25 corridas, sendo que no momento devemos nos concentrar em 22, que é a situação atual. Agora, sobre o que isso representa, talvez eu tenha uma visão diferente. Eu realmente sinto que, e me incluindo nisso, somos abençoados por estar em um mundo em que fazemos o que amamos. Temos a paixão, somos privilegiados. Quem quer que esteja na F1 já é privilegiado", seguiu.
 
"É claro que você tem algumas responsabilidades. Quando eu trabalhei em outras posições [chefe de equipe], eu trabalhava 18 horas todos os dias, seis ou sete dias por semana, porque eu tinha uma paixão e queria os resultados. É claro que você tem uma família que você ama, e eles vão entender. E também você não vai fazer isso a vida inteira", destacou.
Jean Todt se sente abençoado por estar na F1, mesmo com tanto trabalho (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Diversos são os dirigentes destacando que a F1 está se aproximando de um limite quando o assunto é carga horária e cansaço dos funcionários. Todt não chega a discordar disso, mas destaca que o trabalho ainda é melhor do que muitos outros fora do âmbito do automobilismo.

 
"Estamos falando sobre F1, mas não podemos fechar nossos olhos e esquecer o que está acontecendo com outras pessoas, em outras comunidades. Acredito que devemos nos sentir abençoados. Todos aqueles que estão na F1, com salários muito mais altos do que os de outros negócios, deveriam estar muito felizes. Não significa que não é um trabalho pesado, mas sim que devemos lidar com essa posição", encerrou.
 
A temporada 2020 da F1 volta a quebrar o recorde de GPs em um único ano. São 22, um a mais do que o total de 2019. A categoria perdeu o GP da Alemanha, mas ganhou os do Vietnã e da Holanda.

 

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