FIA rejeita pedido de superlicença e barra entrada de Herta na Fórmula 1

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) barrou oficialmente a entrada de Colton Herta na Fórmula 1, rejeitando dar a superlicença ao piloto americano. A entidade apoiou a decisão em "segurança, experiência e desempenho"

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) manteve a rigidez em seus processos e confirmou a rejeição da superlicença a Colton Herta. Nesta sexta-feira (23), a entidade anunciou que não vai abrir exceção para o jovem americano da Indy e que Colton, cobiçado pela Red Bull para uma vaga na AlphaTauri, terá de conquistar os pontos da forma tradicional para obter o documento que o permitiria disputar a Fórmula 1.

“A FIA confirma que foi feito um requerimento através dos canais apropriados que levou a FIA a confirmar que o piloto Colton Herta não tem o número necessário de pontos para obter uma superlicença”, disse a entidade por meio de comunicado oficial.

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“A FIA revisa continuamente seus regulamentos e procedimentos, inclusive com relação à elegibilidade da superlicença, com os principais fatores considerados em relação a esse tópico sendo segurança, experiência e desempenho no contexto deste caminho”, completou o órgão.

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Colton Herta viveu impasse com a superlicença (Foto: Reprodução/ Twitter)

A novela da superlicença de Herta começou quando o nome do americano surgiu nos holofotes da silly season. Pierre Gasly, que tem contrato com a AlphaTauri para mais um ano, surgiu como opção para o lugar de Fernando Alonso na Alpine no ano que vem. Helmut Marko, consultor da Red Bull, já havia dito que o francês ficaria na equipe de Faenza, mas os taurinos começaram a estudar a possibilidade de liberar Gasly para a base em Enstone sob uma condição: que Herta fosse o substituto.

Mas a questão era que o representante da Andretti na Indy não tinha ainda os 40 pontos exigidos pela FIA para tornar um piloto apto ao grid da F1. Ele tem 32, e mesmo se participasse dos treinos livres com a AlphaTauri até o final do ano, isso só poderia ser feito a partir de Singapura, já que a temporada da Indy terminou junto com o GP da Itália de F1. Ele, portanto, chegaria a 38, apenas.

A partir daí, algumas possibilidades começaram a ser estudadas. A primeira seria a própria FIA apelar para uma brecha no Código Esportivo Internacional, que diz que uma superlicença pode ser concedida a um piloto que tenha um mínimo de 30 pontos, mas seja considerado exclusivamente pela entidade incapaz de se classificar enquanto participa ao mesmo tempo de um ou mais campeonatos listados no Suplemento 1, por circunstâncias além do seu controle ou motivo de força maior. Mas a ideia provocou resposta nada positiva na F1.

A segunda veio da Alpine, interessada em ter Gasly: uma participação no teste privado marcado para a Hungria, nesta semana. Herta teria de completar 100 km ao volante do carro da equipe francesa — algo fácil de ser atingido em sessões do tipo — para conquistar mais um ponto para a superlicença, chegando, com isso, a 33. Mas restariam ainda sete para o piloto bater os 40 necessários para se candidatar ao grid da F1.

Em meio a tanta burocracia, a AlphaTauri acabou desistindo da ideia de ter Herta para 2023. “É uma pena que as pessoas não percebam o valor que um piloto americano, especialmente um cara como Colton Herta, teria para o crescente mercado americano, sobretudo com três corridas lá”, declarou Marko.

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