FIA revela impacto e aponta economia de quase R$ 80 milhões com voluntários na F1

Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulga estudo sobre voluntários na F1, com mais de 20 mil pessoas atuando por temporada

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou nesta sexta-feira (10) um estudo inédito realizado nos últimos anos sobre o impacto dos voluntários na F1. De acordo com os dados do órgão máximo da modalidade, a categoria mais popular do planeta economiza € 13,2 milhões (R$ 77,64 milhões) anualmente — valor que, segundo o levantamento, seria gastos em remuneração para ocuparem os respectivos cargos.

Como a própria FIA destacou no estudo, o voluntariado é uma “parte intrínseca do automobilismo” e ocupa diversas funções no fim de semana de corrida na F1, seja como fiscal de pista, observadores, oficiais de incidentes, equipes de extração, entre outros.

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Apesar de não serem remuneradas, as confederações filiadas à FIA gastam anualmente € 11,1 milhões (R$ 65,3 milhões) para capacitar os voluntários que atuam nas etapas da F1, que totalizam 20.112 ao longo da temporada, o que representa uma média de 838 pessoas por fim de semana de corrida.

Como as atividades na F1 começam antes mesmo dos treinos livres, cada voluntário, de acordo com a FIA, disponibiliza em média 48 horas de trabalho por etapa. Isso fez com que o total de horas dedicadas ao voluntariado na categoria chegasse a 965.376 horas na última temporada.

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Mohammed Ben Sulayem (Foto: AFP)

Para a FIA, o “ambiente positivo e recompensador” gerado em cada fim de semana de F1 é responsável pelo sucesso do voluntariado, já que dois terços dos participantes permanecem por pelo menos cinco anos na função. Outro reflexo disso é o aumento de 20% no número de pessoas destacadas para essas atividades no último ano.

“A Fórmula 1 depende de voluntários: são a espinha dorsal do nosso esporte — sem eles, simplesmente não poderíamos correr. Eles garantem que nossas competições sejam seguras e justas. Atuam com profissionalismo e orgulho, e dão suporte a pilotos, equipes e fãs”, disse Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA.

“A FIA valoriza profundamente essa contribuição, e este relatório histórico não apenas oferece informações essenciais sobre o papel deles, como também reconhece nosso investimento significativo e ajuda a FIA a continuar oferecendo suporte da forma mais eficaz possível. Junto com nossos membros e voluntários ao redor do mundo, estamos impulsionando a F1”, encerrou.

Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.

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