F1 encara protestos de grupos locais em demonstração em Barcelona antes de ir à pista

Demonstração da F1 nas ruas de Barcelona foi realizada em meio a protestos de comunidades locais pelas alterações na vida cotidiana da cidade

É fim de semana do GP da Espanha, mas antes de ir à pista do Circuito da Catalunha a Fórmula 1 realizou, nesta quinta-feira (20), uma demonstração na ruas de Barcelona. O evento recebeu os protestos de grupos locais, incomodados com o efeito da demonstração na vida cotidiana da população do grande centro.

Carlos Sainz, piloto da casa, foi um dos participantes e contou com Jack Doohan, Joseo María Martí e Nerea Martí ao lado. O evento obrigou a cidade a fechar a avenida principal do distrito de Eixample, chamada Passeig de Gracía, além de outras ruas adjacentes.

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Por isso, cerca de 400 pessoas apareceram para protestar contra a realização da showrun. Tinha, inclusive, bandeiras e faixas. “Já basta da fumaça da F1! A cidade não está à venda! Parem a contaminação! Menos carros, mais saúde!”, entre eles.

Além disso, a Prevencion de Accidentes de Trafico (Associação para Prevenção de Acidentes de Tráfego, em tradução livre), soltou um forte comunicado sobre o evento.

Carlos Sainz esteve no evento (Foto: Ferrari)

“Rejeitamos a exibição da F1 no centro de Barcelona, que prioriza um modelo de cidade baseado em grandes eventos e cultura dos carros a coisas como saúde e bem-estar dos residentes”, afirmou.

“Denunciamos que esse tipo de megaevento promove um modelo econômico e urbano contrário ao bem-estar dos residentes. A cidade não pode ser cenário para competições de esporte a motor, com fumaça, barulho, velocidade e milhares de visitantes”, disse.

“A Organização Mundial da Saúde e a Agência Pública de Saúde de Barcelona concordam que o impacto da baixa qualidade do ar e os barulhos causam impacto à saúde das pessoas. Causam muitas enfermidades das quais sofremos: asma, problemas de sono, doenças cardiovasculares, nascimentos prematuros, câncer, derrame, diabetes e etc., levando à morte prematura de 2.000 pessoas por ano”, elencou.

“Dado esse problema, grandes esforços econômicos e mudanças substanciais nos hábitos para os cidadãos e a administração são necessários. É necessário impor restrições de mobilidade, especificamente em veículos que podem circular na cidade. É inconsistente que as administrações organizem um evento promovendo a F1 e enviem uma mensagem contraditória aos cidadãos”, completou.

Como o comunicado deixa claro, as questões vão além das questões climáticas. Jordi Elgstrom, representante do grupo comunitário Eixample Respira, também falou sobre os efeitos na vida cotidiana.

“É incoerente fazer com que a F1 ande no centro de Barcelona por conta da polução que causa, todo o barulho que causa e por contrastar com o sistema de mobilidade que queremos promover no Conselho Municipal de Barcelona. Vai totalmente contra o modelo de cidade que queremos”, concluiu.

A F1 não comentou os protestos.

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