FIA planeja apoio até financeiro a fabricantes de motor com déficit de desempenho em 2026
Proposta tenta evitar desequilíbrios na nova era híbrida da F1 a partir de 2026 e beneficiaria, principalmente, novas montadoras. Mercedes questiona medida e aguarda definições concretas sobre "baixo desempenho"
A Fórmula 1 começou a desenhar uma solução preventiva para evitar um cenário de desequilíbrio entre os fabricantes de motores com a chegada do novo regulamento técnico em 2026. Em reunião realizada na última quinta-feira (11), a Comissão da F1 acertou, em princípio, a criação de um mecanismo que permite que fabricantes com déficit de performance recebam autorizações extras para desenvolvimento.
Caso algum motor homologado esteja significativamente abaixo dos rivais em termos de desempenho, a montadora em questão terá permissão para testes adicionais em dinamômetro e, possivelmente, teto orçamentário maior, facilitando correções e atualizações. A regulamentação completa ainda não está definida, mas o tema já está nas mãos do grupo técnico responsável pelas unidades de potência. A informação foi dada inicialmente pela rede de TV inglesa BBC.
O novo regulamento, válido entre 2026 e 2030, mantém os motores 1.6 V6 turbo híbridos, mas com mudanças estruturais. A parte elétrica da unidade de potência passa a representar até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e o combustível será 100% sustentável. As alterações já atraíram novos nomes ao grid, como Audi, Ford (com Red Bull) e Cadillac, do grupo GM, que teve sua entrada oficialmente aprovada nesta semana.
No entanto, há o receio de que o novo equilíbrio entre combustão e eletrificação acabe gerando disparidades de desempenho. Ao prever uma espécie de “zona de recuperação” para quem ficar atrás, a F1 busca garantir um cenário mais competitivo. Até por isso, a FIA também partiu para a revisão da divisão da parte elétrica dos carros.

A proposta agrada principalmente às montadoras novatas ou em fase inicial de desenvolvimento. A Mercedes, por outro lado, defende que os fabricantes devem competir com igualdade de condições desde o início e aguarda mais detalhes sobre como será definido o que configura “baixo desempenho”.
Segundo a FIA, os próximos encontros técnicos vão definir os critérios objetivos para ativação da medida, bem como os limites de compensação possíveis para preservar o equilíbrio e a justiça esportiva.
A Fórmula 1 volta de 2 a 4 de maio em Miami, primeira corrida da temporada 2025 nos Estados Unidos.
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