Fracasso na Inglaterra já faz Horner temer demissão de chefia na Red Bull, diz site

Segundo imprensa neerlandesa, Christian Horner já teme pela saída da Red Bull. Resultados abaixo do esperado e medo de perder Max Verstappen fazem permanência ser questionada

A situação de Christian Horner na Red Bull ficou ainda mais delicada após o desastre da equipe no GP da Inglaterra, disputado no último domingo (6), em Silverstone. Segundo o site neerlandês GPblog, o britânico, que comanda a equipe desde a fundação, em 2005, já teme ser demitido diante do crescente desgaste interno e da piora nos resultados em 2025.

A reportagem aponta que o ambiente se deteriorou nas últimas semanas para níveis alarmantes, com clima de desconfiança e divisões profundas entre dirigentes. Para muitos dentro e ao redor do time, Horner concentrou poder demais desde a morte de Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull, no fim de 2022.

Até recentemente, a saída do dirigente britânico era vista como improvável, mas o comando da empresa-mãe já avalia seriamente essa opção. O desgaste interno e a queda de desempenho nas pistas desde a metade de 2024 são fatores que pesam. Na temporada 2025, o time austríaco ocupa apenas a quarta posição no Mundial de Construtores, 288 pontos atrás da líder McLaren — 460 x 172 em favor dos papaias.

Max Verstappen e seu estafe, que já vinham defendendo um redesenho na estrutura para reduzir a influência de Horner, estariam entre os que preferem a saída definitiva. O portal F1 Insider chegou a noticiar uma discussão entre o dirigente e Jos Verstappen após a corrida em Silverstone.

Estafe de Max Verstappen quer saída de Christian Horner da Red Bull (Foto: Red Bull Content Pool)

Segundo a reportagem, a Red Bull enxerga a permanência do neerlandês como prioridade absoluta: perder o principal ativo para um rival direto, como a Mercedes, seria devastador. Se para manter Max for necessário demitir Horner, a cúpula da empresa admite abrir mão do dirigente.

A eventual troca no comando, porém, não garante a permanência, mesmo com contrato vigente até o final de 2028. Resolver a crise interna seria um passo, mas o tetracampeão ainda espera garantias de competitividade para os próximos anos — preocupação que ganhou força após mais uma corrida ruim em Silverstone.

Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho, em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.

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