Frank Williams recorda memórias e lamenta morte de Mosley: “Serei grato para sempre”

Companheiro na formação da FOCA, em 1974, Frank Williams lembrou a longa e antiga relação com Max Mosley no mundo do automobilismo

Verstappen assume liderança da F1 após vitória: assista aos melhores momentos do GP de Mônaco (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

A morte de Max Mosley, anunciada no começo da semana, é um abalo à história viva da Fórmula 1 como se conhece atualmente. Ex-dono de equipe e um dos protagonistas da transformação do Mundial em algo bem mais comercial e transnacional, a memória de Mosley carrega lembranças de tempos passados. E um companheiro daqueles anos de organização das equipes, Frank Williams, lamentou a morte do amigo de longa data.

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Frank, fundador e chefe da Williams ao longo de décadas, foi um dos fundadores da FOCA, órgão originário da atual FOM e primeiro a negociar coletivamente os acordos das equipes da F1 com circuitos pelo mundo. Max Mosley e Bernie Ecclestone foram outros dos fundadores do órgão, que tornou a categoria enfim lucrativa para os donos de equipes.

A conexão entre os dois vai além disso: uma amizade que fez com que Mosley, então dono da March, negociasse chassis com a iniciante equipe de Frank há quase 50 anos.

Max Mosley morreu aos 81 anos (Foto: Reprodução/Reuters)

“É com grande tristeza que eu reflito sobre a morte de Max Mosley, aos 81 anos. Max teve impacto profundo na expansão do mundo do esporte a motor e, em nível pessoal, teve papel integral na ajuda para o estabelecimento das fundações da equipe Williams. Era um homem esperto e talentoso, e sua perda será profundamente sentida por todos que o conheciam”, disse.

“Conheci Max nos anos 1960, quando ele entrou no mundo do automobilismo como piloto. Preparei o carro de F2 dele e, mesmo que nunca tivesse sido o piloto mais rápido do grid, sempre foi inteligente atrás do volante. Depois de se aposentar das pistas, continuei trabalhando com Max através de sua March Engineering e operando carros cientes no começo dos anos 1970 sob a marca de Frank Williams Racing Cars. Eu voltaria a colocar um chassi March na pista já depois de fundar a Williams, em 1977, com Patrick Neve fazendo a primeira largada da equipe no GP da Espanha daquele ano”, recordou.

“A morte de Max me atinge particularmente, dado o papel dele na origem da Williams, conforme o time celebrou sua corrida 750 no GP do último fim de semana, em Mônaco. É justo dizer que não chegaríamos onde chegamos sem a ajuda de Max naqueles primeiros dias, e serei grato a ele para sempre por isso”, garantiu.

“Apesar de seu sucesso como construtor de chassi, sua perspicácia política sempre foi clara e tive toda confiança na criação da Associação de Construtores da Fórmula 1 [FOCA], em 1974, com Max, eu mesmo, Bernie Ecclestone, Colin Chapman, Teddy Mayer e Ken Tyrrell como membros fundadores. A habilidade política de Max teve impacto profundo não apenas na F1, mas em todo o esporte a motor e na segurança das estradas, quando foi presidente da FIA. Como dono de equipe, sempre lidei com ele nessa posição [presidente da FIA] e, mesmo que nem sempre estivéssemos na mesma página em todos os assuntos, ele sempre estava disposto a ter uma conversa franca e um debate de opiniões. Liderou o esporte para uma nova era neste período, uma era caracterizada pela evolução da segurança e inovações tecnológicas. E, por isso, sempre será lembrado com carinho”, garantiu.

“Meus pensamentos e aqueles da família Williams estão com sua família e amigos neste momento difícil”, finalizou.

Aos 79 anos de idade, Williams não tem mais conexão direta com a Fórmula 1 após a venda da equipe, no ano passado. Por questões de saúde, já não atuava como chefe de fato há quase dez anos.

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